quinta-feira, 20 de julho de 2006

Chegou o verão...

O verão chegou tarde, mas está aí. O principal problema desta estação é mesmo a falta de trânsito durante a horas de ponta, principalmente para as pessoas que vivem na linha de sintra. Vejamos:
Quem vive em Sintra e anda de carro onde é que toma o pequeno almoço? NO CARRO, nem mais, quando o trânsito está demorado até toma a merenda do meio da manhã!
Estas pessoas também conseguem ler as notícias do dia, maquilhar a cara (aliás, para algumas senhoras é só para isso que serve o espelho), conversar sobre os assuntos triviais que não têm lugar em outras horas do dia, e observar os outros, que normalmente pode significar também excelente material de humor.
Quem é que inventou o IC19 sem trânsito? Quando é que estas coisas têm lugar se demorarmos apenas 30 minutos a chegar ao trabalho? Como é que vivemos sem pequeno almoço, sem ler as notícias, sem observar o tipo do lado, como é que vivemos sem isto?
As pessoas sem pequeno almoço ficam mal humuradas, sem um toque de pintura na cara ficam feias (algumas sem a plástica, mas esse pode ser assunto para outro dia), e sem o toque do humor matinal ficam menos interessantes.
O mínimo que nos podem fazer nesta altura é mesmo arranjar umas obras monstruosas que cortem a estrada na hora de ponta. Se mesmo assim não chegar, acho que podem mudar os horários dos transportes públicos, de modo a reduzi-los substancialmente, só para o comum dos mortais permanecer com a qualidade de vida que lhe compete.
Os condutores e trabalhadores de verão agradecem...

terça-feira, 11 de julho de 2006

Futebol...

Não percebo muito de futebol, aliás, não percebo nada! Com espanto dirigi-me aos entendidos treinadores de bancada que conheço e perguntei se a FIFA tinha alterado algumas regras de jogo para este mundial. Responderam-me prontamente que aumentaram as penalizações para agressões e tal, mas que no geral de mantinha tudo na mesma.
Fiquei um bocado baralhada, porque do meu ponto de vista aconteceu algo de novo no futebol. A partir da final do Campeonato do Mundo de 2006, quando um jogador é verbelmente agredido tem uma de duas opções:
a) Dá uma cabeçada na cabeça do agressor e passa a ser arruaceiro, assim como o resto da sua equipa;
b) Dá uma cabeçada no peito do agressor (directamente do coração, tipo reanimação cardíaca) e passa a ser o melhor jogador do torneio.
Se, imaginemos, os árbitros respondessem com tal violência sempre que são verbalmente agredidos, simplesmente já não existiam no jogo, por isso não são eles os responsáveis pelos devaneios dos jogadores, alguém há-se ser...
A FIFA parece-me a cimeira do G8, um bando de gajos a decidir sobre a vida de uns tantos outros gajos, mas com a salvaguarda de nunca se prejudicarem entre si, mesmo que isso signifique a ruína do resto dos gajos que não podem ter lugar na decisão.

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Aos amigos...

A principal caractarística dos amigos que me são próximos é a paciência, por causa do meu mau feitio, claro!
Os amigos que estão comigo desde sempre são aqueles que, mesmo quando a coisa dá para o torto e leva a discussões recambolescas, estão lá para o que der e vier.
O que mais aprecio nas pessoas é a franqueza de lidar com isto, principalmente quando toca a apontar-me o dedo quando cometo erros e a abraçar-me quando a vida me corre bem, mesmo sem meias medidas nem diplomacia, porque sou um osso duro de roer.
Os príncipios que designam esta forma de estar na vida ultrapassam a compreensão racional, já que os meus melhores amigos são aqueles com quem tive as discussões mais loucas, aos berros e com ganas de lhes apertar o pipo, e no entanto, são mesmo os melhores entre todos os outros.
Por isso e por toda a minha indisponibilidade para estar genuinamente convosco nos últimos tempos, um MUITO E MUITO OBRIGADO, e puxem-me as orelhas se assim acharem bem, cá estou para receber o que der e vier.
Beijos para todos os amigos,
para os especiais,
UM FORTE E LONGO ABRAÇO.
L.

terça-feira, 4 de julho de 2006

Tapa Furos a actuar na rua desde 1896 (ou então não)


Dizem as más línguas que
algo está podre no reino da Dinamarca...

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Pantagruel deixa a seguinte mensagem no blog (a gerência felina agradece):

Os vizinhos são (uma das muitas) armas de deus para castigar os pecadores. Realmente não se escolhem e, ao contrário da família que, a determinada altura da tua vida podes optar por manter perto ou fugir dela e ganhares independência, não tens forma de escapar. São os apêndices que ficam do outro lado do muro/parede, quer a fazer "niiiiiiii", quer de copo encostado a escutar, que te vão, gradualmente e em leves prestações, infernizando a vida. Existem vários modelos de vizinhos e, enquanto referes o modelo "apartamento", à que não esquecer os restantes modelos, onde se destacam (pela parte que me toca) o modelo "moradia/aldeola" e, até determinado ponto da minha vida, o modelo "bairro de suburbios de vivenda".

O primeiro modelo, mui reservado e sempre desconfiado, não promove o contacto directo e mantêm-se à distância o mais possível e por quanto tempo conseguirem ("you´re not a local" já havia quem dissesse). Quando pensas que não conheces ninguém no sítio onde moras, podes ter a certeza que TODOS (vizinhos, compadres dos mesmos, comadres, pessoas do café, merceeiro, padre, senhorio e afins) sabem da tua vida privada. Bonito não é? É sim senhor. O problema é quando promoves o primeiro contacto. Aqui começa a doer: olham de lado para ti quando não repetes a proeza ("o quê? já não me fala?!?!"; os teus amigos são estranhos e raramente bem vindos, sendo premiados com um olhar reprovador de "baza!"; se falas mais do que "bom dia" ou "como está?" já pensam "mau! tá a crer saber muito"; fazem "panelinha" para te manteres sempre ligeiramente à parte e, só com referências de pessoas influentes na aldeia, como o senhorio ou o padre ( para este efeito, o merceeiro ou o simpático senhor do café não servem), te esboçam um sorriso. Obviamente o modelo "moradia/aldeola" tem as excepções à regra, que a confirmam, e que se apresentam como pessoas simpáticas e prestáveis que, ao possuírem uma horta no lugar do quintal, te oferecem, de boa vontade, produtos naturais de origem caseira. Estas excepções à regra, por norma geral, promovem o primeiro contacto.

O modelo "bairro de suburbios de vivenda" são aqueles vizinhos que te conheceram a vida toda, amigos dos teus pais e avós, que se referem a ti sempre com o diminutivo de "inho/a" no fim do nome, e que, no caso do sr. do café ou da mercearia, facilmente podias ir buscar coisas sem dinheiro e dizer "a minh'ávó depois paga" sem nunca teres problema. Ao contrário do modelo descrito anteriormente, todos te conhecem e conheces todos, sabendo inclusivé o nome de todos. Simpáticos sempre, têm um problema: quando o verniz estala. A comunidade de bairro é unida e amiga do vizinho, até saberem que alguém foi injuriado por outém teu conhecido ou familiar, ou que chegaste bÊbado a casa e urinaste, por motivos de força maior à porta do café, sem saberes o que fazias, tudo culpa da quantidade de alcool que te corria no sangue. A partir desta instância, o modelo "bairro de suburbios de vivenda" apresenta-se com personalidade multipla: a capa e o que esta esconde. A capa, mantém a simpatia e a amizade referidas anteriormente, quando em confronto directo com a tua pessoa; o que esta esconde, revela-se quando viras as costas e não estás presente: falam mal de ti nas costas, criam e espalham boatos irreais, como que em vez de te estares a aliviar contra a porta do café, estavas na realidade a tentar derreter, com ácido úrico, a fechadura para assaltares o café; e a partir daqui começam os comentários do género "eu sabia! cada vez que vinha pedir um café olhava para tudo", e "nunca me enganou! eu sabia! nunca foi flor que se cheirasse!" ou mesmo "e vinha sempre a rir! ainda nos gozava! eu sempre disse que era má influência para os nossos filhos!"...

Enfim, vizinhos são assim... Não é escolher, é ter sorte e esperar que possamos ser piores para eles do que o são para nós!

Quinta-feira, Junho 29, 2006

Bruno comenta Maxime, vale a pena ler... (obrigada pelo contributo)

Estive há coisa de um mês de visita ao Cabaret Maxime.

Espaço mítico da noite lisboeta, local frequentado em tempos de antanho por (senhoras de profissão duvidosa , mas paradoxalmente, ninguém duvidava de qual seria a profissão das mesmas...) gente boémia das entranhas de Lisboa (essa mole viva, cidade que (quase) nunca dorme, amada por uns, odiada por outros... amada e odiada ao mesmo tempo por uns poucos...)
Fui lá parar por ocasião de um concerto que os Rádio Macau deram em tão peculiar espaço... (não me vou adentrar em descrições ou discrições, apenas direi que o concerto foi soberbo e que a primeira parte serviu de apresentação de cerca de 9 canções que virão a integrar o próx album daquela q é uma das bandas charneira do pop/rock feito em terras de Sua Majestade (D. Duarte Pio de Bragança)).

O que é certo é que o candidato presidencial Manuel João Vieira está a gerir este espaço desde há poucos meses, e apresenta um púgrama imparável de FILMES E CONCERTOS pra quem gosta de sair em Lisboa e ver um concerto sempre às 23h00 (...leia-se "00h30"...), ou aquele filme do qual sempre (...leia-se "nunca") ouviram falar mas não tiveram oportunidade de ver.
Nas últimas semanas passaram por lá nomes tão sonantes como Rádio Macau, Delfins, Vítor Espadinha, Zé Cid (é verdade! E dizem q nesse dia esteve à pinha!), entre muitos outros...
Se escrevo estas linhas é porque penso que aquilo merece uma visita, senão vejam...(e passo a apontar 2 ou 3 razões) :

1ª Razão - O espaço - mantém-se com uma atmosfera anos60 (tal e qual aquilo que era, segundo o meu tio...)/ cabaret / kitsh / red light / (pseudo?)decadente/ meio abandalhado, para a qual contribuem a iluminação e a peculiar arquitectura da sala...
A decoração Kitsh com bonecos e capas de singles que foram sucessos (ou não...) noutros tempos, e cartazes como o que segue em anexo...

2ª Razão - A fauna - Para além da malta (+ ou -) jovem que frequenta o local (os chamados trintões...) que vão em busca do convívio e do concerto, encontramos espécimes de fauna em vias de extinção, tal como o empregado que já lá deve andar desde os (já referidos) anos60, com o seu colete e camisa branco (amarelado) sujo, passando por alguns dinossáurios que já lá devem andar desde o tempo em que ainda tinham vinte e tal anos (equivalente a 35 nos dias de hoje) e a camisa do outro ainda era branca! Andava lá um que só visto... parecia saido de um filme... E o gajo que andava a fotografar o concerto? Um cota pseudo hippie com rabo de cavalo à Frank Zappa, bigode à Júlio Pereira, e barbicha à Fu Manchu, que ainda por cima cantava as letras das músicas todas... mas sem saber nenhuma?

3ª Razão - Os concertos - São bons (pra quem gosta...), (pra quem gosta muito são mesmo muita bons... pra quem não gosta são uma merda...) esão relativamente baratos, pagam-se 10 aerios (se bem me lembro) e ainda se tem direito a 2 bebidas.