Parece que toda a gente que se preza tem que falar de um tal Günter Grass (recebeu em tempos um prémio qualquer em Estocolmo). Eu acho por bem falar também, não vá o diabo tecê-las, acrescentando a esta discussão rétorica que não estamos a ver bem a coisa.
O tipo parece que fez uma loucura adolescente, parece que se juntou a uma das instituições mais sanguinárias da Alemanha no século XX, no entanto, como era um período experimental na sua vida, se calhar não lhe deu a devida importância. Parece que só agora, passados muitos anos a discutir os atributos da memória colectiva, lhe pareceu importante revelar que também ele terá sido um jovem inconsciente com borbulhas na cara.
Os pseudo intelectuais que se prezam, não vá o diabo tecê-las para eles também, acham que têm pontos a acrescentar a esta simples revelação. Ora, os intelectuais que se prezam, os pseudo escritores e outros que tais também foram adolescentes (alguns ainda o são) e também cometeram as suas loucuras, que graças a deus não querem partilhar... A diferença porém, é que este alemão que recebeu o tal prémio, parece que está arrependido das suas loucuras, mas a sua massa crítica não lhe permite ver que isso não chega para os seus amigos e inimigos escritores do mundo e pseudo qualquer coisa, ou seja, temos aqui um problema!
O meu ponto, que em tudo se difere dos restantes pontos é:
Será que este tipo viu algum episódio da Heidi na televisão alemã? Qualquer um dos episódios de meia hora teria ajudado a perceber que o mundo se divide entre o "bem" e o "mal"...
Amigos, não nos cabe julgar as loucuras de adolescente de uns e outros, e principalmente não nos cabe julgar aquilo que os outros fazem, a menos que digam qualquer coisa sobre o assunto em eternos livros. Este tipo vende livros como pão quente, está prestes a vender uma pseudo biografia bombástica e isto não é mais do que uma manobra de marketing. A novidade deste assunto hilariante é que todos os pseudo qualquer coisa fazem o mesmo, e a principal explicação não está na aventura de revelar verdades loucas, mas na qualidade de vida que estas pessoas ganham com vendas astronómicas. Este tipo teve esta ideia brilhante na casa de banho e andam por aí uns quantos indignados a debater sabe-se lá o quê!
Vejamos, o mundo seria melhor se algumas pessoas dessem menos uso aos pensamentos de latrina, sobretudo quando estes se tornam criativos!
Forte abraço...