sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Carpe Diem (Walt Whitman)

Aproveita o dia, não deixes que termine sem teres crescido um pouco, sem teres sido feliz, sem teres alimentado os teus sonhos.

Não te deixes vencer pelo desalento.

Não permitas que alguém te negue o direito de te expressares, que é quase um dever.

Não abandones a tua ânsia de fazer da tua vida algo extraordinário.

Não deixes de crer que as palavras e as poesias podem mudar o mundo.

Porque passe o que passar, nossa essência continuará intacta.

Somos seres humanos cheios de paixão.

A vida é deserto e oásis. Atira-nos ao chão, lastima-nos, ensina-nos, converte-nos em protagonistas da nossa própria história.

Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes mudar uma estrofe.

Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.

Não caias no pior dos erros: o silêncio.

A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.

Valorize a beleza das coisas simples, pode-se fazer poesia bela, sobre as pequenas coisas.

Não atraiçoes as tuas crenças.

Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos. Isso transformaria a vida num inferno.

Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.

Procura vivê-la intensamente sem mediocridades.

Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.

Aprende com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.

Não permitas que a vida passe sem teres vivido…


Walter Whitman (1819 – 1892)

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Quando a vida te dá limões

Quando a vida te dá limões... faz limonada, faz caipirinhas, faz lemond curd, faz tarte de limão merengada, faz bolo de limão para o chá das 5, faz tinta invisível para brincares como se tivesses 11 anos outra vez, faz um detox às olheiras de trabalho, faz amaciador para o cabelo, vai, sem medo, mas faz o que te der na gana.

Pela tua força interior, nunca vires as costas ou baixes os braços, age graciosamente, mas sempre com rebeldia, mangas arregaçadas, para jamais te renderes à estupidificação humana, à falta de honestidade de toda esta gentinha medíocre que se acha a dona do mundo.

Vive a vida segundo a tua moral, os teus princípios, os teus valores humanos, que valerão muito mais do que o ordenado que te pagam todos os meses, a desonestidade dos teus patrões, a competição desenfreada onde te querem encaixar e o subtexto de que a tua vida não vale grande coisa. Vale tudo para ti e para os outros é extraordinariamente valiosa também, assim essa gentinha soubesse disso mais cedo.

No fim, guarda os caroços e cultiva-os para um futuro próximo e decide que destino queres dar às cascas que os limões te deixam...







quinta-feira, 3 de março de 2022

Hipócritas

Então os merdosos que andaram a receber guito do atrasado mental do novo czar russo agora resolveram vir dizer mal do czar? E explicar às pessoas como é que financiaram campanhas, como é que os amigos russos invadiram campanhas eleitorais de partidos democráticos, para nos tentarem convencer que precisamos mesmo de gente como vós para arregaçar as mangas e andar ao soco e ao pontapé aos supostos invasores.

Vão bardamerda todos mais o vosso fascismo. 

Ah e a Comissão Europeia, tão importada agora com o guito dos russos, esqueceram-se do dinheiro fresco que obrigaram os países da Europa do Sul a aceitar em compras das joias da coroa da economia destes países, para salvar a moeda única.

Hoje os russos, amanhã os chineses, por isso, temos todos telhados de vidro.

Estamos com a Ukrania, estamos com os povos livres e democráticos, agora e sempre.

Zorbas,

O gato grande, preto e gordo,

O gato democrático.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

385 543 portugueses acham que isto no tempo do Salazar é que era...

Lamentavelmente, não há muitos adjetivos para classificar os 385 543 portugueses, 385 543 (pelo menos são 150 000 a menos que os que votaram no energúmeno para presidente), que acharam que a alternativa ao poder constituído, passa por eleger um energúmeno que ambiciona o poder absoluto.

Que tipo de desespero leva 385 543 portugueses a achar que não há alternativa? É a vontade de voltar a ter uma ditadura? O Alzheimer precoce atacou-os? Será isso, ou então será falta de noção sobre o que significa eleger um bronco chico esperto para líder de um país? Ponham os olhos nos exemplos mais próximos, resultou? Nem por isso.

Os líderes dos restantes partidos, da esquerda à direita, têm um longo e marcante cartão vermelho, porque encheram o debate político de formas e não de substâncias, que deram ao energúmeno e aos seus capangas margem de manobra para discutir formas (já que substância não têm nenhuma).

A imprensa, que leva o energúmeno ao colo, também tem um cartão vermelho, porque aponta a tudo o que mexe do lado do energúmeno, enquanto isso vender. A imprensa dita credível e séria, ontem, em pleno discurso de um dos líderes de direita, continuava a encher o ecrã com o energúmeno aos pulos e aos urros, deixando um quadrado da imagem não audível com o discurso de cumprimento dos liberais ao país. Isto é levá-lo ao colo para a Assembleia, como este pequenino exemplo, será tudo o que permitiram que ele dissesse ao megafone, ao longo dos últimos anos. Uma coisa é garantida, a imprensa independente não tem lugar no modelo de governação deste energúmeno.

Finalmente, como reflexão, a educação deste país vai pelas ruas da amargura. A cidadania, disciplina que tanto incomoda, deve sim ter conteúdos políticos. A juventude deste país deve saber o que significa uma opção de direita e de esquerda, uma opção de voto nulo ou de voto em branco, e o que significa a abstenção. Os pais deixam de votar e os filhos não ouvem os pais falar de assuntos políticos. Ouvem queixas, mas zero mobilização, ouvem dizer mal deste ou de um outro, que está no poder, mas na hora H vêem os pais no sofá da sala a dizer umas larachas. Enquanto assim for, a iliteracia cívica dará ao povo aquilo que o povo merece, o chico espertismo de uma minoria oportunista, que por falta de comparência dos restantes, foi ocupando terreno.

Aos 385 543 portugueses resta perguntar: sabem o que legitima o poder democrático? A vigilância do povo. Cá estaremos para o efeito.

Voltamos a um post do longínquo ano de 2021, a propósito da eleição presidencial, agora numa versão revista e aumentada, para quando aquele gajo do comentário desportivo, que urra umas cenas na Assembleia, ocupar o seu lugar, acompanhado com mais 11 capangas, que, se não nos enganamos muito, há semelhança do que fez o partido do Hitler antes de tomar o poder, vão querer convencer o resto do país de que este não é seguro e que precisamos de um partido de força bruta para levar isto por diante (uma linguagem que agrada, e muito, os 385 543 portugueses que ontem lhe deram votos)...

Luto por 385 543 portugueses.

385 543 que gostam de ser enganados por um bode que urra, agora com mais 11 capangas para urrar com ele (como o gajo se evidenciou no meio desportivo, precisa de uma claque para repetir os urros).

385 543 que se afastarão das decisões públicas e que não terão legitimidade para as debater, porque querem fundar uma nova república (sabe-se lá o que pensam que significa a palavra República, e ainda mais o que pensam da palavra Democracia).

385 543 que não concordam com a promíscua subsídiodependência (também querem devolver o dinheiro europeu? O princípio é o mesmo).

385 543 que se afastarão do centro de emprego, porque não precisarão de subsídio quando a hecatombe da crise económica e social desabar em cima das nossas cabeças (sendo que alguns já vão com uns valentes meses de avanço nesta hecatombe).

385 543 que se afastarão das creches (as que resistem), das escolas e das universidades públicas, em particular das faculdades de medicina do país (que custam muito dinheiro ao erário público, e ainda bem!), porque acreditam no ensino privado e nos privilégios do ensino privado.

385 543 que se afastarão dos tribunais, porque a nova república que querem fundar terá um supremo líder que decidirá sobre todos os aspectos da vida deste país, e porque o Estado não pode, nem deve subsidiar a defesa de gente que não é de bem (mesmo que seja num litígio matrimonial).

385 543 que prescindirão de receber as vacinas que constam do plano nacional de vacinação, porque o Estado não tem que suportar essas despesas (boa sorte com o sarampo, tosse convulsa e tuberculose).

385 543 que deixarão morrer a ciência em Portugal, porque esta é uma das áreas onde o privado não vê vantagens em investir (boa sorte com a próxima pandemia).

385 543 que querem deixar morrer o combate ao analfabetismo, desigualdades e exclusão social, que com todas as limitações vai fazendo o seu caminho (a sopa dos pobres em Lisboa fica nos Anjos, para quando perderem o emprego).

385 543 que querem deixar os "velhos patrões" tão bonzinhos e tão simpáticos com os seus trabalhadores, tomar o poder e cilindrar os seus direitos, conquistados a pulso nos anos que se seguiram ao 25 de abril (esta data, a propósito, deixará de ser um marco no nosso país). 

385 543 que querem Fátima, Fado e Futebol de novo, só para entreter (boa sorte a tentar atirar para baixo do tapete as alarvidades dos amigalhaços do vosso supremo líder).

385 543 que acreditam na ideia de um país inseguro, para depois nos venderem a ideia de um estado de sítio que precisa de força bruta (boa sorte com o que se segue).

385 543 que acham que os pedófilos têm que ser castrados quimicamente e que a pena de morte é indispensável para a justiça do país (boa sorte quando chegarmos ao modelo árabe de cortar a mão aos ladrões de fruta).

385 543 que querem deixar morrer a cultura portuguesa (boa sorte...).

385 543 analfabetos da democracia, que não perceberam que em 40 anos passámos da pobreza franciscana (para usar termos que vos são próximos), para a eficácia jesuíta.


Um abraço felino (não para estes 385 543 mil, que me dão náuseas).

Zorbas, 

O Gato grande, preto e gordo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Ah e tal, não temos nada que fazer e a vida soma e segue, mas parece que daqui a dois meses vamos a votos...

Resumo da matéria:

1. O PS esticou a corda toda e o Medina perdeu a Câmara de Lisboa (parece que não, mas assim fica muito mais difícil ser presidente daqui a uns anitos); 

2. O Bloco roeu até onde foi possível e para além do possível, mas queria ter parado antes;

3. O PCP manteve-se com a corda nos dentes durante os últimos sete anos (mas a ranger), só que agora partiu os dentes da frente e já não segura mais;

4. O PAN está a decidir para que lado cai, mas sempre com as leis de proteção aos animais e à natureza em vista;

5. O PSD continua a florear o indiscutível, os tios e primos não se entendem e nós é que pagamos porque queríamos que a oposição cumprisse a sua função;

6. O CDS andava a ver para que lado caia, mas veio de lá um velho do Restelo, que quando podia ter feito diferença se afastou, mas agora cheira-lhes a poder e afinal já quer participar na festa;

7. O Iniciativa Liberal está a acumular pontos (como aqueles dos combustíveis que só vão até aos 5€ por mês), para ver se consegue sentar-se na Tribuna de Honra;

8. O #ComoÉQueSeChamaMesmoOGajoQueUrraMuitoENormalmenteAcabaDiscursosLevantandoOBraçoComToqueHitlerianoEAGritarMuito e os seus capangas estão no mercado europeu dos partidos de extrema direita, a negociar mais capangas para convencer o país que vivemos num clima de grande insegurança, e ainda a lançar a campanha "precisamos de um salvador da pátria nacional", só que o que têm para oferecer é o gajo suburbano, chico-esperto, pequenino e tacanho, que cultiva a imagem do outro tacanho e medíocre que limpámos daqui desde que caiu da cadeira e ainda do outro, igualmente tacanho que se varreu em 1974.

Bom, assim sendo:

a) O Sporting vai à Champions;

b) O Porto está em segundo no seu grupo, tem hipótese mas vai ter que se esmifrar;

c) O Benfica está no limbo, mas é o seu estado natural;

d) O Braga na Liga pobrezita parece que se vai safando também.

Em resumo:

I. Parece que os gajos do PS estão lixados com o Vieira;

II. Os gajos do PSD mandaram o ex-presidente do Sporting para o galheiro e ele limpou a Figueira;

III. Os gajos do PS e do PSD gostam tanto do Porto, que o independente com um processo a decorrer na justiça limpou a Autarquia e continua de braços abertos para o dono e senhor Pinto da Costa;

IV. O CDS estava com o Estoril, só que parece que a zona é mal frequentada e precisam de um plano nacional, por isso também está com o Sporting (porque é um clube "chiquérrimo"), agora que tem um beto na cadeira e expulsaram de lá o arruaceiro cocaínado;

V. O PAN não vai em cantigas, porque os animais que representam os clubes não pediram para estar na bandeira;

VI. Os restantes ainda podem escolher clubites, mas como isto anda tudo ligado, o melhor é olhar para a terceira liga, já que daí para cima, de um lado e do outro, cairá tudo de podre brevemente.

VII. O #ComoÉQueSeChamaMesmoOGajoQueUrraMuitoENormalmenteAcabaDiscursosLevantandoOBraçoComToqueHitlerianoEAGritarMuito, começou por tentar no Benfica e agora está a tentar no Parlamento, mas deste lado queremos acreditar que o efeito é o mesmo, depois de grunhir no sítio errado, arrumam com ele por má conduta.

Façam as vossas apostas...

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

30 anos depois...


Os génios não são "descobertos", os génios aparecem a seu tempo e permanecem depois do seu tempo. Será uma questão de anos, meses ou dias até que alguém, normalmente não muito genial, com humildade reconheça "Isto é maior que eu, merece um palco e uma voz para o mundo!" e a bola de neve começa a girar...
30 anos depois da morte do compositor, continuamos a ouvir e a fazer ouvir esta pequena pérola musical :-)
Chapeaux (vénia enorme) ao Freddie Mercury e aos Queen, que nos fizeram acreditar que tudo cabe dentro de uma boa música, o piano, a guitarra, a bateria, o coro e a poesia. 

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Celebrando #WorldPhotographyDay

 

Abbas Attar, 1997
Abbas Attar, 1997










Na imagem, Abbas Kiarostami, Terão

in  https://www.worldphoto.org/blogs/05-06-19/revolutions-wars-and-homemade-footballs-11-chroniclers-magnum-photos-archive

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Turismo de verão...

Para que é que nos servem três idiotas narcísicos, que construíram três foguetões pequeninos, para poderem passear no espaço?
Em simultâneo com os três idiotas narcísicos vivem, no espaço do planeta terra, de onde estes saíram por breves momentos (só para dizer que tinham saído, como alguns idiotas vão ao Louvre ver a Mona Lisa e ignoram tudo o resto, só para dizer que viram a Mona Lisa), muitos milhões de pessoas, cuja segurança alimentar está fortemente ameaçada, uns sobrevivendo mal e outros morrendo de fome lentamente.
Um destes idiotas, em particular, cisma em defender o mundo contra as alterações climáticas, promovendo os seus veículos elétricos, cujas baterias dependem de matérias primas extraídas de minas africanas onde crianças com menos de 12 anos trabalham mais de 10 horas por dia. 
Assim sendo, como estamos em época de veraneio, porque não sugerir a estes três idiotas narcísicos, uma viagem a Madagáscar ou a zonas da África Subsaariana, onde a fome se faz sentir e o problema do acesso a água potável e à alimentação básica não parece interessar ao resto do mundo e não se vai resolver durante a próxima década.
Talvez, se fosse "tão útil" como um passeio no espaço, pudessem os três idiotas narcísicos, consertar esforços para se debruçarem sobre este problema, mais premente do que a colonização de outros planetas ou a conquista do espaço sideral.
A humanidade não precisa assim tanto de idiotas narcísicos, se não querem contribuir para nada mais útil, depois da exploração de recursos que exerceram indevidamente sobre o planeta terra, talvez pudessem considerar:
1. Um gesto enorme, o civismo, ou seja, pegar nos meios que têm e empenhá-los em coisas realmente úteis e urgentes para a Humanidade;
2. Se não o querem fazer (porque podem, mas não querem), então que a próxima viagem ao espaço seja sem regresso, porque aqui não fazem grande falta (já agora podem levar mais uns quantos, o resto da humanidade agradece, e como são tão narcísicos como estes três, talvez fizessem fila para a viagenzinha de foguetão) e se querem colonizar novos planetas, então que pensem fora da caixa, como fazem tão bem os três, e escolham uma galáxia muito distante.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

No conforto do lar...

Apreciamos especialmente causas gigantes, com voltas e mais voltas ao mundo, com um manancial de discursos inflamados, aproveitados por políticos desonestos a garantir que tudo farão para resolver os problemas da humanidade (sejam eles quais forem, excepto a falta de dinheiro onde ele faria mesmo falta). Mas vivemos num mundo onde a mudança depende de pequenos passos e conquista-se com o mérito de muitas pequenas acções, aparentemente insignificantes, como uma greve escolar à sexta feira, por uma miúda que, nunca desistindo, um dia teve um gigante holofote mundial e que não deixou de acreditar que a sua pequena acção podia fazer a diferença. 

As pequenas acções pelo ambiente podem ser realmente pequenas, como semear alfazema na varanda para alimentar abelhas. Mas também podem ser maiores, como manifestar a fúria contra determinado tipo de empresas gigantes mundiais que privarão os nossos descendentes de vidas justas. Pode ser uma escolha diária e informada consumindo alimentos de forma consciente e equilibrada. Pode ser uma atitude que tenta sempre recuperar o que é recuperável, reciclar o mais possível e dar tempo ao tempo. Deixar a angústia do dinheiro, trocá-la por tempo muito útil à humanidade, a plantar uma horta, a cuidar animais, a viver com os próximos. Pode ser um desígnio diferente, uma opção, por projetos artísticos, por leituras eternamente adiadas, por espetáculos de gente empenhada, enfim, por valorizar a poesia de sermos todos humanos e por isso eternamente responsáveis pela existência de arte no mundo.

No espaço das ideias pequeninas cabem todas as pessoas, mesmo aquelas que acham que pouco acrescentam à humanidade. Cada vez incomoda mais ao mundo a hipocrisia das pessoas cujo ego é imune à necessidade do próximo (que é tanto o vizinho do lado, como o emigrante marroquino a tentar chegar à Europa pseudo-civilizada), que são uns estafermos de pessoas, mas gostam de apregoar o bem, que são incapazes de calçar os sapatos do outro, mas adoram espalhar charme dócil nas redes sociais. A experiência diz-nos que o que move este mundo cínico em que nos encontramos é precisamente essa hipocrisia. 

Por isso, do conforto do lar, com todas as comodidades que nos cabem, e mesmo assim com a consciência pesada pela forma como o mundo gira, fazemos o que podemos para melhorar a cada dia e importamo-nos com assuntos por resolver e com pessoas com problemas reais, ao lado, na porta em frente, na mesa do canto, enfim, com o sentimento de cumprir o bem realmente (lições de vida que se aprendem com os pais e com os muitos seres maravilhosos com que nos cruzamos). Muitas vezes fazer o bem é dar um abraço a quem precisa...

Por isso aqui fica uma dúvida existencial (já com barbas): como é que se pode apregoar tanto a causas tão nobres do outro lado do mundo, e, em simultâneo, ser-se tão canalha com o comum mortal que está ao lado?

A vida é uma lição permanente!


quarta-feira, 28 de abril de 2021

Ser e estar

Ser e estar.

Quando a vida te dá limões... Quando o tempo te parece curto para todas as possibilidades... Quando as crianças teimam em crescer demasiado rápido... Quando a vida te parece fugir pelos espaços entre os dedos... Quando as prioridades estão certas, mas o tempo não está...

Então sê, em vez de estares.

Sê o que a vida quer que tu sejas!


quarta-feira, 21 de abril de 2021

A vida sem Fócrates é uma soda...

Quando o Sócrates, o verdadeiro filósofo (não o estudante da Sorbonne, cheio de subtileza sofista) se debruçou sobre a arte de perguntar e a consciência humana, jamais poderia imaginar que um outro Socratezinho, cheio de bazófia, viria dar um novo significado à expressão Só sei que nada sei.
Os Socráticos (os estudiosos de filosofia, na Sorbonne ou noutra universidade qualquer), podem explicar melhor porque queria o verdadeiro e único Sócrates combater o Sofismo, coisa que este nosso Socratezinho (o cheio de bazófia), teria dificuldade engolir.
Haverá outro país do mundo que tenha, como abertura de telejornal, uma novidade sobre o método socrático (cheio de amigalhaços e gatos escondidos com o rabo de fora), com um sentido totalmente contrário ao real sentido do verdadeiro Método Socrático?

Um abraço felino,

Zorbas,
O gato grande, preto e gordo

quarta-feira, 17 de março de 2021

Se se sentir mal, vá ao médico...

Esta cegada das vacinas, com cheiro a competição feroz entre consórcios (para ver quem ganha mais, quem manipula mais, quem consegue mais tempo de antena), já cheira a esturro e ainda só vamos com 4% da população vacinada.

O limbo, a incerteza e a indecisão dos governos europeus (uns porque não têm vacinas produzidas no seu país, outros porque têm um plano colado a cuspo, outros ainda porque querem que o dinheirito gasto em vacinas renda mais em royalties), só vai servir para dar voz aos doidivanas anti-vacinas pelo mundo fora. Não tardará muito para voltar a nova vaga dos não vacinados contra o sarampo, porque, pelo sim pelo não, pensam as alminhas, não vacinar contra o sarampo é inócuo (uma vez que não vivem em partes do mundo onde o Ébola é uma realidade, onde a malária mata mais que o cancro, and so on, porque se vivessem, talvez desejassem vacinas para se protegerem de uma natureza feroz).

A opinião sobre as vacinas do COVID pouco importa para o caso, porque muita gente, por opção pessoal, resolverá não aderir a uma qualquer das vacinas disponíveis, e é tão legítimo como a vontade dos governos em vacinar toda a população. Estamos a viver num mundo novo, e qualquer uma das visões é demasiado tenra e inexperiente, portanto, em teoria, válida.

Mas, para o caso, a questão de fundo é outra, o que importa, sempre que estas incertezas acontecem,  é a forma como se comunica aos cidadãos o plano que se vai seguir.

Falhar é humano e expectável, principalmente neste caso, com vacinas feitas num décimo do tempo comum para uma vacina ser fiável e publicamente aceite, a juntar às partes do mundo que aplicam vacinas cujos efeitos secundários ninguém sabe quais são, e ainda à comum decisão da indústria farmacêutica que, enquanto poder na sombra, vai reinando e cobrando o dinheiro público de forma descontrolada, quase tão descontrolada como o evoluir desta pandemia, enfim, o caldeirão está quente que chegue. 

Comunicar com o célebre comentário médico: "Se se sentir mal vá ao médico", francamente não ajuda.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Felicidade



Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma Que o vento vai levando pelo ar Voa tão leve Mas tem a vida breve Precisa que haja vento sem parar A felicidade do pobre parece A grande ilusão do carnaval A gente trabalha o ano inteiro Por um momento de sonho Pra fazer a fantasia De rei ou de pirata ou jardineira E tudo se acabar na quarta-feira Tristeza não tem fim Felicidade sim Tristeza não tem fim Felicidade sim A felicidade é como a gota De orvalho numa pétala de flor Brilha tranquila Depois de leve oscila E cai como uma lágrima de amor A minha felicidade está sonhando Nos olhos da minha namorada É como esta noite Passando, passando Em busca da madrugada Falem baixo, por favor Pra que ela acorde alegre como o dia Oferecendo beijos de amor Tristeza não tem fim Tristeza não tem fim Tristeza não tem fim Tristeza não tem fim Tristeza não tem fim Tristeza não tem fim


Augusto Santos, Orfeu Negro1959
Interpretação do enorme, aliás, o gigante Tom Jobim, ao vivo em Montreal, 1986

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

O que o futuro nos reserva...

Bem vistas as coisas, arrancámos um milénio como se o mundo fosse uma página em branco. A coisa estava a correr mais ou menos bem, mas pelos vistos de forma desagradável para os bilionários, que precisavam de acumular o infinito e mais além...

Ainda assim, não perdemos a esperança na revolução verde necessária, mas se começámos esta década com a pandemia, começamos a ver os ultraconservadores fascizoides a deitar as garras de fora, estamos a caminhar a passos largos para os próximos loucos anos 20... Então se calhar, just in case, evitávamos o crash da bolsa no final da década, para nos pouparmos a males maiores.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Mãe

Não há abraços aos outros, mas para ti não chegam os braços para o tamanho do abraço!

Parabéns!

Obrigada por seres a pessoa que és:


quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Ao #ComoÉQueSeChamaMesmoOGajoQueUrraMuitoENormalmenteAcabaDiscursosLevantandoOBraçoComToqueHitlerianoEAGritarMuito e aos 500 mil energúmenos que acreditam no que diz:

Ontem, dia 27 de janeiro, celebrou-se mais uma vez Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, porque, para um grupo de pessoas, este dia significou a libertação de um dos mais cruéis espaços que o regime nazi utilizou para assassinar os seus opositores, com base em ideias absurdas que não têm defesa possível por qualquer ser humano.

Se o #ComoÉQueSeChamaMesmoOGajoQueUrraMuitoENormalmenteAcabaDiscursosLevantandoOBraçoComToqueHitlerianoEAGritarMuito chegar a algo próximo de São Bento, deixaremos de assinalar estes dias, porque as pessoas de bem(zófia) vão querer mostrar ao mundo o quanto estimam a trupe de gente maquiavélica, que defendeu a exterminação massiva de seus concidadãos e de uns bons milhares de cidadãos dos países que ocuparam, por megalomania e síndrome de inferioridade da pessoa que escolheram para estar à frente dos destinos da Alemanha a partir de 1933... 

"O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é celebrado anualmente no dia 27 de janeiro, no aniversário da libertação do Campo de Concentração e Extermínio Nazi de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas em 27 de janeiro de 1945. Este dia foi proclamado como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto através da Resolução 60/7 adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas de 1 de novembro de 2005.

Esta data tem dois objetivos: em primeiro lugar, presta-se homenagem à memória das vítimas do Holocausto e, em segundo lugar, relembra-se a necessidade de combater o anti-semitismo, o racismo e quaisquer outras formas de intolerância que possam levar à violência."


in: CENTRO DE INFORMAÇÃO EUROPEIA JACQUES DELORS 

https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-internacional-em-memoria-das-vitimas-do-holocausto-2020

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

E o gajo ficou em terceiro...

Luto por 500 000 portugueses.

500 mil que gostam de ser enganados por um bode que urra.

500 mil que não concordam com a promíscua subsídiodependência.

500 mil que se afastarão das decisões públicas e que não terão legitimidade para as debater, porque querem fundar uma nova república.

500 mil que se afastarão do centro de emprego, porque não precisarão de subsídio quando a hecatombe da crise económica e social desabar em cima das nossas cabeças (sendo que alguns já vão com uns valentes meses de avanço nesta hecatombe).

500 mil que se afastarão das creches (as que resistem), das escolas e das universidades públicas, em particular das faculdades de medicina do país (que custam muito dinheiro ao erário público, e ainda bem!), porque acreditam no ensino privado e nos privilégios do ensino privado.

500 mil que se afastarão dos tribunais, porque a nova república que querem fundar terá um supremo líder que decidirá sobre todos os aspectos da vida deste país, e porque o Estado não pode, nem deve subsidiar a defesa de gente que não é de bem (mesmo que seja num litígio matrimonial).

500 mil que prescindirão de receber as vacinas que constam do plano nacional de vacinação, porque o Estado não tem que suportar essas despesas (boa sorte com o sarampo, tosse convulsa e tuberculose).

500 mil que deixarão morrer a ciência em Portugal, porque esta é uma das áreas onde o privado não vê vantagens em investir (boa sorte com a próxima pandemia).

500 mil que querem deixar morrer o combate ao analfabetismo, desigualdades e exclusão social, que com todos as limitações vai fazendo o seu caminho (a sopa dos pobres em Lisboa fica nos Anjos, para quando perderem o emprego...).

500 mil que querem deixar morrer a cultura portuguesa (boa sorte...).

500 mil analfabetos da democracia, que não perceberam que em 40 anos passámos da pobreza franciscana (para usar termos que vos são próximos), para a eficácia jesuíta.

Um abraço felino (não para estes 500 mil, que me dão náuseas).

Zorbas, 

O Gato grande, preto e gordo

O Gato DEMOCRATA e LIVRE acima de tudo.