terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mas afinal onde anda o Pai Natal?...

Clássica pergunta infantil:
- Mas se o Pai Natal passar por aqui agora, quando é que entrega os presentes aos meninos dos outros países?

Clássica resposta de pais:
- O Pai Natal tem um trenó mágico que chega sempre a horas a todas as casas de todos os meninos.

...
Pergunta mais ou menos encapotada sobre o Pai Natal e a distribuição de prendas Natalícias:
- O sol está agora a pôr-se só aqui ou noutros sítios também vemos o sol a descer?

Resposta sincera:
- O sol põe-se aqui e noutros sítios, já vimos o pôr do sol em vários sítios...

Pergunta com rasteira:
- Mas se o sol se põe aqui a esta hora, os meninos do outro lado do mundo já estão a dormir?

Resposta sincera:
- Na verdade estão a acordar, porque o dia está a nascer...

Pergunta sincera:
- Então como é que o Pai Natal despacha estes países todos até ao sol nascer e chega sempre a horas?

Resposta sincera:
- Talvez que possas perguntar isso quando o vires da próxima vez...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

I'm older now

Estava concentrada na minha escrita quando me lembrei que tinha uma nota muito pessoal para enviar a alguém...
Percorri Kms de cérebro para voltar a um tempo de total liberdade de movimentos, pouco dinheiro e vontade de conhecer o mundo. Que maravilha!
E só por isso também esta música não pára de ecoar na minha cabeça...







quinta-feira, 13 de novembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014


segunda-feira, 25 de agosto de 2014




sexta-feira, 4 de abril de 2014


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Para que nos servem os "Artistas" do Poleiro?

Eu gosto especialmente de um trabalho de actor que é o de interpretar o sub-texto. Isto tem interesse no dia a dia porque ensina a ler as entrelinhas.
Por isso e por outras lições de vida o já clássico "vivemos acima das nossas possibilidades" não cola, acho mesmo que nunca colou. Parece que para as "nossas possibilidades" o Estado é gordo e ineficaz, as pessoas não pagam o suficiente pelos serviços públicos, a maioria dos portugueses usufrui de um Estado que não corresponde à quantidade de impostos que paga para o ter, o mundo exterior é um mundo de iluminados que nos pode obrigar a criar um Estado mais (sur)"realista".
Nas entrelinhas destes ilustres "artistas" ficam os estudos nas gavetas (tão a propósito), que provam que os portugueses não devem pagar mais impostos (saem da gaveta quando é preciso porque dão jeito para fazermos a figura pateta do "Gostem de Nós" se não for pedir muito), outros que mostram onde e como podemos melhorar, outros ainda que mostram o quanto crescemos em algumas áreas, mas isso não lhes interessa mesmo nada. Também ficam as evidências de que nem sempre a "gestão privada" dos serviços é melhor, mas isso vamos ter que demorar muitos anos a corrigir e seguramente não será com estes iluminados, deverá ser com outros...E isso não lhes interessa mesmo nada também! Nas entrelinhas ficam também a dedicação e o esforço de muita gente a trabalhar na administração pública que vê o boicote político aos serviços prestados pelo Estado todos os dias, a toda a hora e sem aviso prévio (para não se poder contrariar...). Coisas que o resto do país infelizmente não vê, mas percebe quando vê morrer gente numa sala de espera de um hospital... E isso parece que lhes interessa ainda menos que nada!
E depois, de uma maneira quase descarada, ficam as ameaças "silenciosas" às almas independentes e pensantes, que de repente entraram neste circo para falar para as paredes porque do outro lado o autismo é tão grande que a capacidade de ouvir foi abolida pela cegueira de fazer (asneira, mas mesmo assim FAZER e com EMPREENDEDORISMO para dar o exemplo)...
Tudo isto é demasiado mau para se repetir um dia, demasiado reles para constar nos anais da história, demasiado ruim para reconhecermos um Governo do nosso Estado. Mesmo assim continuamos a escalar uma montanha de más decisões como se o amanhã não interessasse a ninguém...
Vendem ao desbarato as nossas jóias, os anéis e os dedos, sugam-nos até ao tutano e depois, quando a falta de rumo os leva a lado nenhum e a desembolsar rios do nosso dinheiro sabemos lá para quê, ameaçam-nos com o clássico "Se não for assim temos que arranjar meios alternativos - vulgo PAGAR IMPOSTOS - para compensar esta perda de rendimento"! Eh pá mas quando é que aprendem a fazer o vosso trabalho? QUANDO É QUE APRENDEM A GERIR PARA, COM E PELAS PESSOAS, e não contra elas? É que parece que isso é que é GOVERNAR, dizem entendidos de umas terras longínquas que vivem num futuro distante...
Portanto resta-nos o pedido, gritado por milhares neste país que vocês julgam enganar: PAREM, mas parem já e principalmente poupem-nos dos discursos ameaçadores (que só revelam a vossa real e genuína incompetência). 
E fica a pergunta, a nossa pergunta, que se estende a um grupo pequenino de auto-nomeados "Iluminados": Para que nos servem estes "Artistas" do Poleiro? 
Para NADA, realmente para NADA!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Se o Santana teve "Santanetes", o Crato pode ter "Cratinos"?

Depois do muito que li e ouvi nos últimos dias pus-me a pensar (as pessoas deste país pensam, apesar dos iluminados governantes acharem que não!) nesta absurda realidade do tal "investimento" na Ciência que tantos políticos enchem a boca para dizer e tantos cientistas sabem o que realmente significa.
A Ciência, do meu ponto de vista, é uma chave para o futuro! Como é o Ambiente e a Cultura, mas não digam a ninguém que eles podem ouvir... Isto é verdade aqui, na China, no Camboja ou no Kuwait. Não se tratam de "investimentos" em "Agências para a Ciência" ou em "sistemas científicos", em cargos públicos que degeneram em favores aos políticos da praça, ou em laboratórios dos amigalhaços que ajudaram em qualquer coisa num dia qualquer. A Ciência muda a vida das pessoas todos os dias. Agradecemos ao Aristóteles, ao Platão, ao Arquimedes, ao Copérnico, ao Rosseau, ao Darwin, ao Kant, ao Edison, ao Newton, ao Comte, ao Durkeim, ao Freud, ao Einstein, à Madame Curie, à Hanna Arendt, à Margaret Mead, entre muitos outros, terem pensado, discutido, publicado e criado pérolas que nos pudessem orientar no futuro. Provavelmente a maioria das pessoas contemporâneas da Madame Curie não teria compreendido porque é que o seu trabalho era importante, hoje parece que já sabemos. A História da Ciência não se fez só de grandes nomes, fez-se de tantas e tantas tentativas de muitas pessoas que desapareceram nos anais da História, mas acabaram por contribuir para mudar os nossos dias... Por isso esta visão curta do suposto "despesismo" na Ciência chateia-me todos os dias também... 
Assim e perante umas decisões alarves dos últimos dias, vamos supor que uns Cratinos de um ministério resolvem que afinal não temos dinheiro para mudar a vida das pessoas todos os dias (bem, na verdade há muito que trataram de supor e agir em conformidade...), o que nos resta então? Um dia os Cratinos têm o azar de apanhar uma doença como a malária, porque resolvem sair do cantinho do gabinete e ir conhecer o mundo lá fora, terão de lamentar profundamente os tostões que pouparam com a falta de financiamento a uma equipa de cérebros à procura da vacina. Who Cares? 
Bem mas a saúde é imediata, por isso vamos supor outras coisas menos imediatas. 
Vamos supor que há um sismo em Lisboa, do qual não nos livraremos um dia, e que metade da cidade fica em ruínas. Um dia, talvez mesmo no segundo seguinte ao primeiro abanão, os telefones de uma quantidade infindável de cientistas e investigadores vão tocar - lá longe, quando o roaming permitir - só que os meios para a prevenção não existiram e por isso teremos castelos de areia a ruir e depois os meios para a reconstrução também não existirão. Who Cares? 
Vamos supor que um dia os Cratinos resolvem boicotar o financiamento a uma nova geração de cientistas sociais, alguns dos quais a estudar os efeitos desta disparatada forma de financiarmos ricos no mundo (ei, mas espera, acho que já fizeram isso, protegendo os economistas ultra-liberais que lhes podem servir para alguma coisa...), um dia esta gente vai perceber que se os ricos continuarem a enriquecer a este ritmo isto vai acabar mal e seria melhor que tivessem prestado mais atenção às aulas de História, e que não tivessem acabado com uma classe de psicólogos que lhes pode vir a fazer jeito. Who Cares? 
Vamos supor que um dia os Cratinos resolvem acabar com os empregos precários em Ciência (não se iludam, são Cratinos mas não deixámos de crescer muito com base num sistema de emprego precário de gente muito muito qualificada - que tem as suas vantagens para os melhores dos melhores, porque se põem a andar daqui num abrir e fechar de olhos e nós - país - é que perdemos, e desvantagens para todos os outros porque têm a vida suspensa anos a fio) e deixar sem trabalho um enorme número de investigadores, cientistas, bolseiros, técnicos and so on..., parece que isso acabou de acontecer. Um dia, talvez amanhã, depois ou depois, quando os Cratinos já cá não estiverem escreveremos a História da Ciência com uma faixa negra em três ou quatro anos deste Governo, porque ajudaram a destruir um sistema precário, frágil e sensível, feito por pessoas que dão o que têm e mais ainda, para que a nossa vida melhore todos os dias, em detrimento de ordenados confortáveis e vidas mais organizadas, famílias com filhos, carros grandes e casas boas, a fazer outra coisa qualquer muito bem paga. Who Cares? 
Um dia, talvez um dia, os Cratinos  voltarão a ser pessoas banais e perceberão o que ajudaram a destruir em tão pouco tempo, e nesse dia e em todos os que se seguirem, MERECEM TER AS ORELHAS DE BURRO que já lá estão mas eles não vêem! Who Cares?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Apesar das distâncias o mundo avança!

A distância é um espaço enorme entre as pessoas. 
Quanto mais aumenta a distância mais pequena nos parece a pessoa de quem nos afastamos. 
Com o tempo aprendi a gerir as distâncias, mas nunca aprendi a aceitá-las. 
Nunca me distancio de livre vontade, mas deixo de fazer esforços quando a distância é de tal forma evidente que se torna o único assunto de conversa.
As relações que mantenho com as pessoas das diferentes latitudes superam todas as distâncias e fazem com que cada encontro nos pareça quotidiano. 
O melhor que guardo de todas as pessoas de quem tenho sempre saudades é o riso fácil com as coisas que sempre partilhámos e isso é traz-me renovada alegria. 
Por isso, e apesar das distâncias, o mundo avança!