quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Com humor, tomei a liberdade de...


Espreitar onde não devia!
Esta imagem é, evidentemente, da minha amiga mais íntima...
Um abraço felino,
Zorbas

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Urgentemente

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.

É urgente o amor,

É urgente permanecer.


Eugénio de Andrade

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

De volta...

Em primeiro lugar:
Parabéns às Ritas!

É verdade que me atrasei (motivos familiares assim ditaram), mas cá estou a mandar um abraço do tamanho do mundo.
Em segundo lugar:




para quem não em vê desde o mês passado,
a minha barriga...



Finalmente,
Um sorriso a todos os que me fazem sorrir...
Um abraço felino,
L.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Stay (Faraway, So Close!)

Green light, Seven Eleven
You stop in for a pack of cigarettes
You don't smoke, don't even want to
Hey now, check your change
Dressed up like a car crash
Your wheels are turning but you're upside down
You say when he hits you, you don't mind
Because when he hurts you, you feel alive
Hey babe, is that what it is

Red lights, gray morning
You stumble out of a hole in the ground
A vampire or a victim
It depend's on who's around
You used to stay in to watch the adverts
You could lip synch to the talk shows

And if you look, you look through me
And when you talk, you talk at me
And when I touch you, you don't feel a thing

If I could stay...
Then the night would give you up
Stay...and the day would keep its trust
Stay...and the night would be enough

Faraway, so close
Up with the static and the radio
With satelite television
You can go anywhere
Miami, New Orleans
London, Belfast and Berlin

And if you listen I can't call
And if you jump, you just might fall
And if you shout, I'll only hear you

If I could stay...
Then the night would give you up
Stay...then the day would keep its trust
Stay...with the demons you drowned
Stay...with the spirit I found
Stay...and the night would be enough

Three o'clock in the morning
It's quiet and there's no one around
Just the bang and the clatter
As an angel runs to ground

Just the bang
And the clatter
As an angel
Hits the ground

U2 - Zooropa, 1993

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Lamento a minha teimosia, eu gostava de abandonar este assunto, mas...

Sem querer atacar nem defender ninguém, e a propósito de manipulação da imprensa, esta não funciona só aqui onde vivemos, porque as fontes de informação estão na internet, e eu comecei por ler os jornais da Venezuela quando esta bizarria aconteceu... A minha primeira curiosidade foi: como é que os jornais públicos locais noticiavam o facto de um rei ter mandado calar o presidente do país. Bom, vale a pena ler. Essa não é a minha preocupação maior, o Sr. presidente até podia ter mandado o rei à merda, e eu estaria a borrifar-me para o assunto, mas a situação política da Venezuela, como de outros países, intriga-me e, sobretudo, assusta-me.
O que acham que será o futuro da Venezuela? O facto de Hugo Chavéz ser um presidente eleito, fazer referendos sobre tudo e mais qualquer coisinha, dá-lhe o direito de querer ser presidente vitalício? Isto não é estar agarrado ao poder? E a vontade popular depois disso vai para onde exactamente?
Na verdade, Jose Maria Aznar foi um tipo agarrado ao poder, basta ver como deixou o governo espanhol e como manipulou factos para garantir uma vitória eleitoral, mas felizmente a Europa vai tem mecanismos de alternância política, seja isso bom ou mau, que não permitem a eterna presunção de poder de alguns políticos. O facto de isso não acontecer em muitos sítios (basta ver a Madeira, que não sabemos até quando durará como feudo) torna a governação perigosa, corrupta e, principalmente, instalada sabe-se lá por quanto tempo. Por isso, confesso que a minha visão de tudo isto é cívica e não política, um tipo como o Hugo Chavéz, por melhor que hoje me possa parecer, amanhã ou daqui a vinte anos terá feito da Venezuela o seu feudo. Isto é o que me incomoda, e não precisamos de pintar a ouro alguém, que, sabe-se lá quando, pode vir a fazer maravilhas daquele país, mas por agora, e infelizmente, ainda se vive na miséria e isso não se cura com feudos, pelo contrário, agrava-se.
um abraço felino,
L.

ps1: não voltarei a falar disto, a não ser em circusntâncias onde possamos estar juntos, porque parece que estou a mandar recados, e esta é uma forma muito pouco estimulante para conversar...
ps2: obrigada André por me esclareceres em relação ao acento no nome do Senhor Presidente...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ainda a propósito do "Porque não te calas"!

OUTRA VEZ, mas mais alto:

O Hugo Chavez, que a esquerda partidária portuguesa defende acerrimamente (sim, porque há uma esquerda não partidária, que se interessa por valores de esquerda sem colaborar na atitude autista dos partidos disponíveis), pode ter sido eleito democraticamente, pode ser aceite por uma população pobre na Venezuela, pode ser um presidente excepcional aos olhos de outros, mas a meu ver, e desculpem pessoalizar isto um bocadinho, já passou das marcas da democracia desde que inventou a sua figura de "Político Todo Poderoso que vem salvar o mundo". Faz-me lembrar alguém que se auto-denominou o "Salvador da sua Pátria", e agora vamos ter que esperar que morra para que o país possa saber o que são eleições outra vez. Com Hugo Chavez, pelo menos, temos a certeza que o povo vai aceitar que ele seja vitalício, com outros, enfim, auto-proclamaram-se. Na génese do problema, qual é a diferença entre referendos e golpes de auto-proclamação?
O segredo da democracia (e felizmente vivemos numa malfadada democracia europeia, que nos permite conhecer o resto do mundo, e que, apesar de tudo, nos permite viver bem) é mesmo a alternância de poder, ou então perdemos o essencial: a mudança.
Aos que não concordam, experimentem viver na Venezuela...

Um abraço felino,

Zorbas

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Amigos, companheiros, palhaços, camaradas deste circo que é a vida...

Parabéns ao Teatro Tapa Furos, a "teatrar" com muita garra e graça desde 1990, ou então não, escolham vocês...
Um abraço estapafurdio!
L.


terça-feira, 13 de novembro de 2007

A propósito de "Porque não te calas?"

O Rei Juan Carlos nunca me enganou! Por baixo daquela carapaça séria, existe um homem capaz de mandar à merda os seus principais opositores! Na verdade está no ramo errado da política, porque não tem que lutar por eleições, o que é uma pena, mas as suas palavras sábias deveriam ser ouvidas por esse mundo fora, mas numa nova versão: porque não te calas e desapareces do mapa mundo, e já agora levas contigo os abutres de poder instalados no teu país e em outros países da América Latina?!
O homem que substituiu o pai natal por figuras dele próprio, que mandou fechar uma televisão privada porque esta lhe apontava o dedo, que quer à força (inspirado no arqui-inimigo de direita Augusto Pinochet) ser presidente vitalício, que obriga os trabalhadores da Venezuela a pagarem mais impostos que aquilo que efectivamente recebem do estado, enfim, um sem número de coisas absolutamente fascistas, TEVE O DESCARAMENTO DE CHAMAR FASCISTA A AZNAR!
Eu não nutro grande simpatia pelo ar hirto e firme de Jose Maria Aznar, no entanto, daí a chamá-lo fascista vai a distância da Venezuela inteirinha. Até quando temos que levar com os Presidentes dos vários países da América Latina que não têm limites na forma de controlar o povo e na forma abusiva de usar o poder? Já agora, onde estariam todos eles quando as Nações Unidas inventaram aquela coisa louca, a que vulgarmente se chama Direitos Humanos, nos quais se inclui um particularmente esquecido lá para os lados da Venezuela, a "LIBERDADE DE EXPRESSÃO"?
Tenho um palpite sobre isto: ele estava na casa de banho de um boteco qualquer e quando chegou ao pé do rádio só ouviu o emissário das Nações Unidas proferir a expressão fascista, para falar de uma praga do mundo, não ouviu tudo o resto. Agora este homem parece-me aquelas pessoas que, coitadas, não aprenderam a falar convenientemente, mas movem-se em meios onde é suposto falar bem, por isso usam imensas "palavras difíceis" para compensar o déficit linguístico, quando na verdade nem sabem exactamente de que estão a falar...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O aniversário do Pedro

O Pedro, com o seu penteado escotista e com os seus óculos intelectuais, não engana ninguém. Na verdade deve ser a única pessoa que conheço que sabe, efectivamente, onde fica o Djibuti e a nascente do Zambeze. Com sabe igualmente a causa de tantos incêndios no país, e comenta ferozmente a política de ambiente que aqui se vive (entre outras coisas, claro está).
Como estamos longe, encontramo-nos frequentemente em espectáculos do Tapa Furos, que assim seja por muito e muito tempo.
Um forte e longo abraço ao Pedro,
Dos amigos
L. & J.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Passados estes meses, uma mensagem para o amigo das montanhas...

Quando acordámos naquela manhã, num misto de algo surreal e de inacreditável, pensámos que a vida não é mesmo justa, pelo menos quando precisamos de alento. Agora, que passou este tempo esperamos sempre encontrar-te numa esquina sintrense, num espectáculo de teatro, num passeio pelo Parque da Pena, algures por aí.
A verdade é que te encontramos muitas vezes, estarás por aí conosco para o que der e vier.
Ao contrário das recentes tendências para os epílogos em certos e determinados blogs de amigos, não nos calaremos no Zorbas, pelo menos para já, porque gostamos de falar com humor, e isto ajuda a encontrar-te todos os dias.
Um longo abraço,
Uma boa caminhada,
Um sol sorridente e feliz que te brilhe do sítio onde nos espreitas.
L.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Hoje estamos particularmente activos...

Depois de um destes dias ter necessidade de dizer mal, hoje pelo contrário, apetece-me dizer bem!
Os amigos verdadeiros merecem o meu sorriso, a minha alegria, o meu olhar atento e o meu forte abraço!
Os passeios por esse mundo fora merecem toda a minha atenção, o meu esforço e a minha capacidade de crescer a ouvir e conhecer os outros.
A música enche-me a alma todos os dias, a isto brindamos, sorrimos, e com isto vivemos, porque nos faz sentir bem.
Não há nada melhor na vida que sentir o bem que os outros nos fazem...

Um abraço felino,
Zorbas

PS: o meu desejo secreto é sempre de fazer bem aqueles que me são próximos, mesmo que seja com um pequeno miminho!...

A pedido de várias famílias, cá vai o resto da signomania...

TOURO - O Resistente. Que encanta mas agressivo. Podem parecer enfadonhos, mas não são. Trabalhadores duros. Amável. Forte, tem resistência. Seres sólidos e estáveis e seguros dos modos deles/delas. Não procuram atalhos. Orgulhosos da beleza deles/delas. Pacientes e seguros. Fazem grandes amigos e dão bons conselhos. Bom coração. Amam profundamente - apaixonados. Expressam-se emocionalmente. Propenso a temperamento-acessos de raiva ferozes. Determinado. Cedem aos seus desejos frequentemente. Muito generoso.

GÉMEOS - O Tagarela. Inteligente e engenhoso. Parece estar sempre de saída, muito falador. Vivo, enérgico. Adaptável mas com necessidade de se expressar. Argumentativo e franco. Gosta de mudança. Versátil. Ocupado, mas às vezes nervoso e tenso. Fofoqueiros. Pode parecer superficial ou incoerente. Mas só é sujeito a mudança. Bonito fisicamente e mentalmente.

CÂNCER - O Protector Mal-humorado. Emocional. Pode ser tímido. Muito amoroso e gentil. Bonito . Sócios excelentes para vida. Protector. Inventivo e imaginativo. Cauteloso. Tipo de pessoa Sensível. Necessidade de ser amado pelos outros. Magoa-se facilmente, mas simpático.

LEÃO - O Chefe. Muito organizado. Precisam de ordem nas vidas deles/delas - como estar no controlo. Gostam de limites. Tendem a assumir tudo. Mandões. Gostam de ajudar os outros. Sociais e gostam de sair. Extrovertidos. Generosos, amáveis. Sensíveis. Energia criativa. Confiantes neles próprios. Bons amantes. Fazer a coisa certa é importante para Leão. Atraentes.

VIRGEM - O Perfeccionista. Dominante em relações. Conservador. Sempre quer ter a última palavra. Argumentativo. Preocupado. Muito inteligente. Antipatiza com barulho e caos. Ansioso. Trabalhador. Leal. Bonito. Fácil falar. Difícil de agradar. Severo. Prático e muito exigente. Frequentemente tímido. Pessimista.

ESCORPIÃO - O Intenso. Muito enérgico. Inteligente. Pode ser ciumento e/ou possessivo. Trabalhador. Grande beijador. Pode ficar obsessivo ou reservado. Guarda rancor. Atraente. Determinado. Amores que estão em relações longas. Falador. Romântico. Pode ser às vezes egocêntrico. Apaixonado e emocional.

PEIXES - O Sonhador Generoso. Bom coração e pensativo. Muito criativo e imaginativo. Pode ficar reservado e vago. Sensível. Não gosta de detalhes. Sonhador e irreal. Simpatico e amoroso. Desinteressado. Bom beijador. Bonito.

ÁRIES . O Diabo de Desafio Enérgico. Aventureiro e espontâneo. Confiante e entusiástico. Divertido. Ama um desafio. EXTREMAMENTE impaciente. Às vezes egoísta. Fusível curto (enfurece facilmente) Vivido, inteligência apaixonada e afiada. Gosta de sair. Perde interesse depressa - facilmente entediado. Egoístico. Corajoso e afirmativo. Tende a ser físico e atlético.

Um abraço felino do gato que não sabe o seu signo, mas tem uma ideia vaga sobre o assunto...

PS: o blá blá blá das informações recolhidas sabe deus onde (eu normalmente não olho muito para signos).

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Os pais, alguns elementos de família e amigos signatários de:

AQUÁRIO - O Amado. Otimista e honesto. Doce personalidade. Muito independente. Inventivo e inteligente. Amigável e leal. Pode parecer não emotivo. Pode ser um pouco rebelde. Muito teimoso, mas original e sem igual. Atraente no lado de dentro e fora. Personalidade excêntrica.

SAGITÁRIO - O Óptimista Agradável Irrefletido. Não quer crescer (Peter Pan Síndroma). Favorece ego. Orgulhoso. Gosta de luxos e jogar. Social e gosta de sair. Não gosta de responsabilidades. Frequentemente fantasia. Impaciente. Divertido estar ao seu redor. Tem muitos amigos. Coquete e gosta de flirtar. Não gosta de regras. Às vezes hipócrita. Antipatiza com espaços limitados - apertados ou até mesmo roupas apertadas. Não gosta que duvidem dele. Bonito por dentro e por fora.

Estas coisas têm um lado familiar que me intriga, se por acaso acharmos que temos um bocado de quase todos os signos, será verdade?

Um abraço felino,

Zorbas

ps: o blá blá blá do costume sobre coisas tiradas por aí da internet...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Estamos a fazer serviço público, fiquem com as curiosidades...

LIBRA - O Harmonizador. Agradável a todo o mundo que se encontra com eles. Indeciso. Tem uma atracção própria sem igual. Criativo, enérgico e muito social. Odeia estar só. Calmo, generoso. Muito amoroso e bonito. Gosta de flirtar. Cede muito facilmente. Tende a deixar para depois. Muito crédulo.


Este é o segundo signo de uma série de outros que trarei até aqui para partilhar convosco!

Um abraço felino

Zorbas

ps: tirado de um site de internet blá, blá, blá do post anterior.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Haverá um fundo de verdade nisto?

CAPRICÓRNIO - O Paciente. Pessoa agressiva e sábio. Prático e rígido. Ambicioso mas muito inteligente. Gosta de ser e estar bonito. Humorístico e engraçado. Pode ser um pouco tímido e reservado. Frequentemente com um humor que só as pessoas inteligentes entendem. Os Capricórnios tendem a agir antes de pensar e podem ser às vezes pouco amigáveis. Não o atraiçoem, "servirá a vingança fria". Gosta de competição. Obtêm o que querem.



É que pelos vistos, vem aí mais uma para se juntar aos signatários desta espécie...

Um abraço felino,

Zorbas

ps: citação de algum site pseudo-lamechas que encontrei por acaso na internet...
(não queremos enganar os leitores deste blog, por isso não fomos nós que escrevemos isto!)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ao amor da minha vida, pelo seu aniversário...

Tu e eu iremos

Lá no alto tu e eu iremos;
pela via láctea tu e eu iremos;
pela estrada florida tu e eu iremos;
colhendo flores sem pararmos tu e eu iremos.



América do Norte, Wintos,
Versão de Herberto Helder

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Hoje estamos numa de dizer mal...

Hoje apetece-me dizer mal da vida, dos outros e das coisas que me rodeiam. Começo pelos pseudo-amigos, estou-me nas tintas para as vossas pseudo-emoções e para as lições de moral, e para as citações de gente importante, e para as palmadinhas nas costas.
Ser amigo é estar ao lado, ser amigo é perceber o outro e ter coragem de dizer não e de condenar quando é preciso. Ser amigo, para mim e para os meus genuínos amigos é ser uma melhor pessoa todos os dias.
A minha vidinha pequenina é tão importante para os meus amigos como é o prémio nobel da literatura para o feliz contemplado. E estes são os que estão lá quando preciso. A isto eu brindo, porque com tanta gente à minha volta, acabo por perceber que afinal os meus amigos não se esquecem de mim!
Não me apetece dizer mal do país, palavras para quê, já esgotámos todas as possibilidades de nao sermos "terceiro-mundistas", por isso penso que qualquer comentário sobre este país é um pleonasmo...
Mas apetece-me dizer mal de coisas que me rodeiam: os autocarros que andam como loucos pela cidade, os carros que atropelam gente, as pessoas que passam à frente nas filas e julgam-se as melhores do mundo, a forma como se trata a linguagem e a comunicação humana, as mensagens sms em código, a iliteracia, a falta de coragem da maioria das pessoas para reclamar quando é preciso, a falta de apoio e de informação para aqueles que mais necessitam, as notícias hipócritas sobre o ambiente, os extremistas do mundo inteiro, a falta de criatividade artística que reina, a falta de sentido crítico e de dois dedos de testa, a ironia da vida, enfim, um mundo de coisas que sem nenhum problema se resolveriam se houvesse vontade e bom senso para isso. Um abraço felino,
Zorbas

ps: não são raras as vezes que me apetece desancar em algumas pessoas, mas como não tenho um gosto particular em ser agressiva, vou canalizando para a escrita as ironias de todos os dias...

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Evitem as portagens em Espanha...

As férias são pausas na nossa estonteante rotina (para aqueles que têm rotina). Talvez por essa razão tendemos a observar coisas que no dia a dia nos passam ao lado. Mas comigo de facto acontecem coisas bizarras durante as férias, e isto não se deve ao facto de observar melhor o mundo à minha volta (eu já gosto naturalmente deste exercício todos os dias), mas de este mesmo mundo me proporcionar gargalhadas sonoras enquanto gozo férias em nenhures.
Na semana passada, exactamente na sexta feira, estávamos a caminho de nem sabíamos onde (talvez, eventualmente, com a ideia de chegar a Roma), e o vidro do condutor do nosso carro avaria-se. Nada de anormal, só e apenas o facto de termos parado numa portagem e ele nunca mais voltou a subir. É claro que abandonámos logo a autopista, que foi a principal responsável pelo estrago!
Bom, é estranho viajar a 120 km/h com o vidro do carro totalmente aberto. Na verdade proporcionámos aos espanhóis momentos hilariantes, já que, para prevenir de constipações ou gripes (coisas a que uma futura mamã não se pode sujeitar) viajámos com todos os casacos vestidos, inclusivamente com um lenço na cabeça em forma de burka.
Quando finalmente conseguimos perceber onde arranjar o vidro, estávamos no centro de Barcelona, com várias camadas de roupa em cima, a tentar não gastar um batatal de dinheiro com a pseudo "assistência em viagem" e a pensar: E AGORA? Onde dormir, onde parar e onde comer depois da meia noite? Tentámos o Hilton, mas achámos que era muito...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Amanhã será outro dia...

Vimos de férias e encontramos tudo na mesma...
Bom, não exactamente na mesma... Parece que nesta semana aconteceram algumas coisas bizarras neste cantinho, mas que nem se comparam com os momentos hilariantes e estranhos que nos aconteceram nos quase 7000 Km de viagem.
Ficam para os próximos capítulos, porque infelizmente, após uma saída prolongada de cena, tenho muito que fazer no trabalhinho.
Um abraço felino,
Zorbas, o gato romano...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Férias...

Ora bem!
Estamos a pensar ainda que voltas dar, ma é seguro que nos espera um novo sobrinho, um sobrinho mais velhinho e uma família maravilhosa.
Seremos romanos na próxima semana:-)
Um abaraço felino,
Zorbas

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Uma mensagem ao Martim...


Pequeno Príncipe,





temos a seguinte mensagem para ti:

Somos os tios,


vivemos numa pequenina casa em Sintra,


conhecemos a tua mãe num meio engraçado e simpatizamos logo com ela, criámos por isso uma trupe de artistas para contar uma história, como esta,


Gostamos muito de sol,



de viagens,



sobretudo aos Açores...



é verdade que ainda não conhecemos o teu pai, mas esperamos que em breve isso aconteça,



porque queremos visitar-te e conhecer a tua família e a tua casa de campo,




também queremos que saibas que vais ter uma priminha em breve,





e que poderão brincar juntos como duendinhos,




enquanto as vossas mães conversam e riem.




Em resumo, somos uma família,

que a tia estrelinha vê assim,


e queremos dizer-te que a nossa porta estará sempre aberta para as tuas visitas...



Um abraço felino,
os teus tios de Sintra...

Dois dedos de conversa...

Os amigos que me acompanham sabem o quanto gosto de dois dedos de conversa. Por agora, privo-me de dois dedos de conversa, porque estou "quase" de baixa médica, mas tenho na memória as tardes de verão junto ao mar e, principalmente, a conversa que isso proporciona com os melhores amigos!
A vida são de facto dois dias e meio e ainda vamos na primeira meia hora, não percamos mais tempo e vamos à nossa vida!
Um abraço felino,
Zorbas

(oficialmente de baixa, proximamente de férias...)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Temos muitas dúvidas existênciais...

Quando andamos no trânsito, no centro de Lisboa, onde inclusivamente instalam radares de controlo de velocidade que fotografam os carros e cuja imagem acaba numa multa em casa do infractor, porque raio de razão encontramos gente louca a fazer-nos sinais para nos ultrapassar ao dobro da velocidade permitida naquele sítio?
Também podemos juntar a esta a célebre dúvida sobre porque raio de razão os carros em Portugal aceleram nos sinais amarelos em vez de travar?
Enfim, aí fica para pensamento do dia...
Um abraço felino,
Z.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Mais uma das minhas dúvidas existenciais...

Quando temos uma multa das finanças para pagar e, em simultâneo, temos que receber o IRS, porque raio de razão as finanças públicas não descontam do nosso IRS o dinheirito da multa?
Aí fica a dúvida da manhã...
Um abraço felino,
Zorbas

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Tenho umas dúvidas sobre o milho trangénico...

Alguém me explica qual é a diferença entre a plantação de milho trangénico no Algarve, destruída pelo grupo "Whatever" eufémia, e o milho que preenche as caixas de cereais de pequeno almoço que comemos todos os dias? Os ambientalistas do mundo inteiro ainda não descobriram onde é que os malandros da Kellogg's têm plantações de milho, ou então esse é um assunto de pouco consenso. Senão, vejamos: o milho do mundo chega para a quantidade de jovens da geração Kellogg's? Ou é apenas mais uma daquelas invenções que nos leva a "bater" no iluminado americano, que, como não tinha grande actividade sexual, compactou os nutrientes do pequeno almoço em pedacinhos tostados que se juntam ao leite? Será que os não sei quantos tipos que participaram no protesto comeram cereais ao pequeno almoço do tal dia D, ou isto é uma coisa que só os incomoda no terreno de um pequeno agricultor português e os malandros da Kellogg's podem ter plantações trangénicas por esse mundo fora?
Não tenho nada contra os não consumidores de milho trangénico, mas será que comem outras coisas trangénicas ou é uma embirração especial com a espiga que resiste a tudo e a todos?
Ainda sobre isto, os vegetarianos, que aparentemente não comem nada que envolva animais endiabrados (os patos, as galinhas, as vacas, os porcos, os peixes de todos os formatos e feitios e seus derivados, animais ainda mais estranhos, etc.), comem ou não milho e soja trangénica? E os vegetais, fungos (cogumelos de todo o tipo) e frutos plantados em estufas, com coberturas de plástico que baralham a paisagem e que destroem campos por essa Europa fora, estão ou não neste baralho de coisas que não se devem comer?
As teorias do mundo melhor, que naturalmente servem de argumento para poupar os animais, também servem para as imensas plantações de soja que destroem a floresta amazónica, ou são apenas para consolar meninos e meninas suburbanos que gostam de pensar verde? E a agricultura biológica em zonas cujo solo está infestado com metais pesados (que são extensas áreas de cultivo pelo mundo fora) em que categoria é que se encaixa?
São dúvidas razoáveis, com as quais podemos viver, infelizmente uns podem viver melhor com isto que outros, mas como não gosto de criticar sem construir, cá vai:
Pam, Pam, Pam, Pam... (PAUSA CÉNICA PARA O MOMENTO CONSTRUTIVO)
A MINHA SUGESTÃO AMBIENTALISTA:
E se em vez de destruir milho trangénico, a tal associação "Whatever" eufémia resolvesse, em forma de protesto, plantar sobreiros numa das áreas de melhor cortiça do mundo, precisamente no Algarve que tristemente ardeu no verão passado (e era ali tão perto...). Não seria esta uma acção mais ecológica, menos destrutiva, e um protesto igualmente agressivo para os proprietários dos terrenos, que, por força das circunstâncias, andam a tentar transformá-los em condomínios turísticos de luxo?
Bom, pelo menos aconteceu algo inédito com tudo isto, mais de metade do país ficou a saber que existe a palavra trangénico no dicionário português. Para a próxima deviam tentar algo com alimentos com substâncias"Geneticamente Modificadas", isto poderia tornar o diálogo mais abrangente...
Um abraço felino

Zorbas
(o gato que come comida enlatada que não sabe de onde vem...)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

EPC

Nas palavras de Eduardo Prado Coelho, a nossa homenagem à sua escrita...

Jornal Público
No fio do Horizonte
Terça-feira, 28 de Março de 2006
Chás

Aminha mãe ou a minha avó diziam-me: "Amanhã vamos à Baixa." A Baixa era para mim uma festa: muitas lojas e as compras na Rua do Ouro, na Rua Augusta ou na Rua da Prata. Toda esta procura passava por um lugar onde só vendiam botões e que me deixava verdadeiramente encantado.Mas o momento verdadeiramente alto era o abandono das compras e a decisão de ir tomar chá. Entrávamos então na Ferrari ou na Bénard e pedíamos um chá e muitas vezes uma torrada, ou então bolos. Os bolos vinham num prato para nós podermos escolher - prática que foi eliminada dada a sua natureza manifestamente pouco higiénica. E havia o chá: só havia um e tinha de ser esse a ser pedido. A lista dos chá não existia. Sempre que surgia uma indisposição, ou o cansaço nos invadia, recorríamos ao chá de tília ou ao de camomila. E com isto preenchíamos a lista dos chás. Era simples e eficiente. "Dê-me um chá" e eles, os empregados de mesa, traziam.Hoje temos, por exemplo, as infusões. Caracterizam-se por serem sujeitas na sua produção a um processo mais longo e não terem o seu ponto de partida na Camélia Sinnensis. Noutro dia, lia na Notícias Magazine quais as infusões recomendáveis, numa lista aliciante de plantas ant-edema: "Em infusão (dez minutos num litro de água, em média), sugerem-nos a orelha de rato, o pé de cereja, o hibisco, a rosa silvestre, o tomilho, o rosmaninho e a groselha." É óbvio que aquela da orelha de rato me impressionou profundamente.Hoje ir a uma pastelaria e pedir um chá tornou-se uma operação complexa. Ela passa por aquilo que Fernando Savater, num livro brilhante, analisou exaustivamente: "A coragem de escolher." Adeus a um simples chá preto de Ceilão. Agora somos confrontados com nomes exóticos que mostram a realidade efectiva da mundialização.Temos, em primeiro lugar, o chá verde. Mas não basta ser chá verde. Há aquele que é aromatizado com pétalas de hibisco ou de rosa.Temos depois o Roibos Safari, que pode ser aromatizado com coco, pedaços de chocolate ou de caramelo. O Earl Green, esse é um chá verde aromatizado com óleo de bergamota.O Sakura Imperial é aromatizado com cereja. Não uma honesta cereja, mas uma determinada, a japonesa. Há ainda o Pu-Erh, que tem a característica de ser um chá vermelho. E, no domínio deste arco-íris, temos ainda o chá branco, que dá pelo nome de Pai Mu Tan. Outros preferem o Vanille Sencha.Estamos em pleno desassossego: a minha avó, se fosse viva, optaria pela leitaria de bairro. A ida à Baixa foi substituída pelos centros comerciais. E a serenidade tépida de outros tempos desapareceu. Há lojas de chá em cada esquina (exagero, claro). E a nossa infância envelheceu com as cores dos chás que nos assediam.

Professor universitário

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Os amigos da montanha

Aqui fica uma imagem para os amigos que foram reconciliar-se com as montanhas!
Com carinho,
Um abraço felino!
Zorbas

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Quando estamos no umbigo do mundo...

Estava a pensar em mil e uma coisas. Estava em frente a uma máquina de selar e a pensar como seria se vivessemos no umbigo do mundo. Hoje, aquilo que me parecem problemas, parecer-me-iam vestígios de alguma coisa. O umbigo do mundo é assim, ajuda-nos a relativizar, a baralhar e dar de novo um jogo não viciado...

Um abraço felino a todos os que vivem comigo a saga deste infeliz ano...

Zorbas

PS: espero que o nosso rebento nasça no ano que vem, assim poderemos enterrar este!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Amanhã será um dia diferente porque é o aniversário do Capitão

O nosso amigo capitão, o "velhote" dos amigos mais próximos, fará anos amanhã.
Para ele aqui fica um relato do que têm sido estes anos de ombro amigo:
- Discutimos muito seriamente sobre assuntos teatrais (por vezes tão seriamente que berramos um com o outro, é preciso dizer que com a idade isto vai passando e agora já só discutimos de forma acesa);
- A sua capacidade de liderança é indiscutível, apesar de se sentir cansado com as forças alheias que o empurram, mas a sua forma de agir manteve-nos unidos à volta de um projecto teatral todos estes anos, e isso é admirável;
- Partilhamos uma estima muito grande pelos mesmos amigos, que nos reúne, para bem e para mal naquelas circunstâncias de amigo, para isso conto sempre com o seu ombro e tenho sempre em conta a sua opinião sobre os assuntos de amigos;
- As nossas relações amorosas, eu com o actor e ele com a bióloga, são muito "velhinhas", talvez as mais antigas do nosso grupo de amigos, isso faz com que tenhamos acompanhado as sucessivas voltas e reviravoltas dos assuntos amorosos desde que somos adolescentes, por isso, quando tenho a cabeça dormente com assuntos amorosos, lembro-me da sua atitude positiva perante a vida e o amor;
- Tenho-o como irmão mas velho, apesar de ter um que mais parece meu pai..., e quando lhe acontece alguma coisa grave fico com a mesma preocupação que tenho com a minha família, é por isso que tenciono chateá-lo com os assuntos de saúde tanto quanto posso...
- Não se pode sair com ele, porque invariavelmente acaba em conversas intermináveis com montanhas de gente que conhece, na verdade, tem a capacidade de comunicar com gente dos oito aos oitenta e oito, mesmo quando se expressam numa língua que não domina;
- Os pais dos nossos amigos, e também os meus, têm muita estima por ele, e a preocupação dele com os nossos pais é absolutamente genuína e generosa;
- Não cabem nestas linhas os sentimentos de admiração, amizade e carinho que sinto por este amigo "velhote".
Para o ano cá estaremos para o próximo aniversário, hoje resta-me dizer que passou mais um ano de intensa actividade teatral e de muita vontade de viver. Amanhã há festa da rija!
Um abraço felino,
L.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Há dias assim...

Há Dias

Há dias em que julgamos
que todo o lixo do mundo
nos cai em cima
depois ao chegarmos à varanda avistamos
as crianças correndo no molhe
enquanto cantam
não lhes sei o nome
uma ou outra parece-me comigo
quero eu dizer :
com o que fui
quando cheguei a ser luminosa
presença da graça
ou da alegria
um sorriso abre-se então
num verão antigo
e dura dura ainda.


Eugénio de Andrade
de Os lugares de Lume

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Pobre cinema europeu...

Em doze horas morreram dois cineastas renovadores do cinema europeu, e isto não é irónico, o Ingmar Bergman, com 89 anos, e o Michelangelo Antonioni com 94, fizeram muito pelo cinema da Europa e mesmo assim, muito teriam por fazer.
O último filme de Ingmar Bergman, "Saraband", como os seus antecessores, continua a ser uma obra-prima do cinema, e mesmo os realizadores arrojados do século XXI ainda não chegaram à supremacia dos dois realizadores.
O cinema de hoje é dado, a imagem deixou de ter magia e os assuntos são os do mundo de hoje, iguais a ontem e possivelmente os mesmos de amanhã, contudo, a referência destes dois cineastas faz com que se acredite que esta bela forma de arte pode ir muito além, e que as fabulosas estratégias americanas para contar histórias têm falta de substância. É isso o Cinema de Bergman e de Antonioni, substância, imagens com interesse e uma história contada em pequenos detalhes desde o primeiro ao último segundo do filme, com estéticas muito diferentes, e com objectivos muito distintos, não viessem de tradições distintas no velho continente europeu, mesmo assim, pedradas no charco no que toca à produção cinematográfica não só da época em que viveram, mas num futuro próximo também.
Aos interessados, convido a ver qualquer um dos filmes de ambos os realizadores, continua a fazer muito sentido.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Depois de muito pensar, achei que chegou a hora de revelar aos amigos cibernautas...

O Zorbas e a Teatcha vão ser papás.
Pronto, já sabem!
Um abraço felino,
L.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Algures a 7 horas de avião daqui...

Fotografia: Pantagruel, algures na Praia do Espelho, Bahia, Brasil
Um contributo do nosso amigo Pantagruel! Hi hi hi! Só porque chegou agora de Paris e devemos sempre lembrar-lhe que apesar de o Brasil não o atrair, foram umas boas férias, aliás, foram umas férias em grande!
Ele há sítios assim, que parecem postal, mas afinal existem mesmo!
Um abraço felino
Zorbas

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Temos novidades bombásticas!

Mas como estamos a testar a consulta prévia a um blog de opinião menos esclarecido e mais aguerrido, deixamos as novidades para depois.
Agora, o assunto do momento: o que se passou na Câmara de Lisboa, entretanto, enquanto andámos ocupados com a estreia de um espectáculo de rua? Parece que elegeram o presidente, com um acrescento de sufixo para presidentalado, que afinal vai ter que aceitar um outro enlatado presidente para vereador. Mas não precisa de se preocupar em fazer figuras tristes, os seus precedentes deram cartas nessa matéria (relembro a participação de Carmona Rodrigues numa prova de Downtown com quedas monumentais, que muito contribuíram para o aumento do target de assistência da Sic Radical, e de Santana Lopes sempre que resolveu aparacer em público). Ora isto não me chateia nada (porque sou munícipe do concelho mais futebolístico do país), se não fosse o presidente da Câmara de Lisboa ter a intenção de pedir dinheiro aos contribuintes do país para a concretização de loucuras na cidade capital deste país. Além do mais, incomoda-me não ver o rio todos os dias, porque inventaram uma estação que já meteu água antes de ser construída e está a tapar o Terreiro do Paço (há tanto tempo que os meus primos mais novos perguntam como é que era o rio ali...), porque inventaram umas obras milagrosas no túnel do Rossio que nunca mais acabaram, e porque não se passa nada em Lisboa.
Contra isto, o meu voto em preto (porque em branco calha mal e é menos reivindicativo) e alguém que devolva a esta cidade o brilho que ela merece ter!
Tenho dito!
Uma braço felino,
Zorbas

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Parece chegam novidades boas pelo correio...

O correio, na sua forma misteriosa, podem ser boas novidades, por isso cá vai algo muito agradável:


Uma casinha de bonecas a fingir que recebe cartas de correspondência...
Um abraço felino,
Zorbas.

PS: o mimo felino que dá nome a este estaminé teve umas complicações intestinais, apenas motivadas pelo seu excesso de pelo, mas já voltou ao normal e os donos estão deveras satisfeitos :-)

sábado, 30 de junho de 2007

A chegada de uma pequena princesa...

Castelo de Carcassone, Outubro de 2006

Olá Filipa! Os teus pais preparam para ti uma vida de princesa, porque mais que tudo, querem que cresças saudável e feliz. As princesas vivem em castelos, mas isso ainda não sabes! Os castelos podem ser grandes, pequenos, com muitas ou poucas janelas, com muitos andares, com apenas um andar, com jardins ou apenas com canteiros a que se chamam vasos, com muitas ou poucas pessoas a viver lá dentro, com chaminés ou então com pequenos fogões de cozinha, com chão de pedra ou de madeira, com muitas ou poucas portas, com armários (isto é uma coisa que todos têm, só que alguns têm um bocadinho escondido) com muitas ou poucas camas, por vezes têm animais, com dispensas com comida (isto também têm todos, mas a quantidade depende do número de pessoas que lá vivem), mas, o mais importante de tudo é que os nossos pais têm sempre o melhor castelo do mundo! E se não acreditas pergunta à tua irmã, que também é uma princesa e que já vive no teu castelo!
Bem vinda sejas ao mundo e a este círculo de amigos:-)
Finalmente, um dia vais perceber que as pessoas arranjam nomes estranhos para explicar algumas coisas, por isso, e apesar de ter pernas e braços, o teu primeiro amigo felino chama-se Zorbas e, em conjunto com um amigo que dizem que conta histórias de vez em quando, deseja-te uma vida de princesa:-)

terça-feira, 26 de junho de 2007

Diz que estive de férias...

Ora bem, estou de volta a este espaço. As férias, infelizmente acabaram (em setembro voltamos ao giro), e por isso, pela primeira vez em anos, posso dizer que não se passou nada. Não se passa mesmo nada numa ilha ao lado daquela que tem um presidente regional um bocado palhaço (que aparece nos desfiles de carnaval em cuecas e a rir como tontinho que é). Desta vez trouxe o bronze da praia, os mergulhos e a cabeça mesmo vazia das coisas que me andavam a chatear nos últimos tempos.
Apesar de tudo, posso dizer que mais uma vez passei por qualquer coisa que não portuguesa (o que dá jeito num sítio onde o turismo é para estrangeiros), e até me diverti com isto...

Entretanto chego cá a Lisboa e o que encontro? Bom, um gajo, a falar com a mesma pronúncia das pessoas com que me cruzei estas férias, a comprar um clube de futebol, a inaugurar um museu e a querer despedir o seu director, a aparecer em todas as notícias... Então pensei: Será que afinal também tenho acesso à RTP Madeira e o tal presidente tontinho ainda anda a recolher fundos de campanha aos gajos do carcanhol da ilha? Mas não, parece que não, o tipo da pronúncia estranha veio para o "Côntenente" mesmo para ficar... Será que também vai ser ele a decidir se afinal sempre temos aeroporto ou não? Espero ansiosamente pelos próximos capítulos, porque parece que esta série vai ser maior que o Dallas dos anos 80...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Férias

Vou passar os próximos dias a não pensar muito...
Mas estou em falta com o segundo aniversário trintão de um amigo, por isso, cá vai:
PARABÉNS ATRASADOS AMIGO PRODUTOR...
Um abraço felino,
Zorbas

sábado, 2 de junho de 2007

Cá vai, para aqueles que nos acompanham todos os dias...

Two shots of happy, one shot of sad
You think I'm no good
Well I know I've been bad
Took you to a place
Now you, can't get back
Two shots of happy, one shot of sad

Walk together
Down a dead end street
We were mixing the bitter
With the sweet
Don't try to figure out
What we might have had
Just two shots of happy, one shot of sad

I'm just a singer
Some say a sinner
Rollin' the dice
Not always a winner
You say I've been lucky
Well hell!, I made my own
Not part of the crowd
But not feeling alone

Under pressure
But not bent out of shape
Surrounded
We always found an escape
Drove me to drink
But hey, thats not all bad
Two shots of happy, one shot of sad

Guess I've been greedy
All of my life
Greedy with my children
My lovers, my wife
Greedy for the good things
As well as the bad
Two shots of happy, one shot of sad

Maybe it's just talk
Saloon singing
The chairs are all stacked
The swingers stopped swinging
You say I hurt you
You put the finger on yourself
Then after you did it
You came crying for my help

Two shots of happy, one shot of sad
I'm not complaining
Baby, I'm glad
You call it compromise
Well whats that ?
Two shots of happy, one shot of sad
Two shots of happy
One shot Of sad...

Bono Vox
(escrita para o 80.º aniversário de Frank Sinatra)

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Este é um evento muito e muito importante, do qual eu me orgulho de fazer parte...

A Exposição de fotografia permanece até ao dia 30 de Junho de 2007.
Estão todos obviamente convidados...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Liberdade, Liberdade!

Parece que quando toda a gente fala do Salazar (o tipo da Terra do Cabrão, como li algures num muro de Lisboa), nós (Tapa Furos), falamos de presos políticos.
Estão todos avisados da estreia (HOJE DIA 10 DE MAIO) do espectáculo Liberdade, Liberdade! no Bar do Teatro da Trindade, que continuará no mesmo espaço às 5.ª, 6.ª e Sábados (23 horas).
Vale a pena rever, além disso, o Rui Mário em cena é imperdível.
Um abraço felino,
Zorbas

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Tenho sono!

Hoje parei no trânsito e ouvi-me dizer: DORME de uma vez.
DESCANSA. Pára de pensar em coisas, fecha os olhos e sonha...
É o que tenciono fazer amanhã.

Entretanto um beijo especial para a minha MÃE e para as mães de todos os meus amigos, que trouxeram ao mundo, e a mim em particular, uma companhia extraordinária.

terça-feira, 1 de maio de 2007

FormigaEmTi

Um forte e longo abraço ao nosso amigo FormigaEmTi, Chirac, amigo do Chefinho de Luz, companheiro de viagens e aventuras, e agora, desde 2007, PAI de uma menina linda de morrer.
Muitos Parabéns
AMIGO ANTÓNIO....
Um abraço,
L.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Amizade (ou feliz aniversário para as gémeas mais gémeas que conheço)

Amizade
do Lat. *amicitate s. f.,
afeição; amor; boas relações; laço cordial entre duas ou mais entidades (tipo nós); dedicação; benevolência.
É COM MUITO AMOR E CARINHO QUE DESEJO ÀS MINHAS AMIGAS (SÓNIA E TÂNIA -Tânia não fiques ofendidinha por ter posto primeiro a Sónia) UM EXTRA-ORDINÁRIO ANIVERSÁRIO :-)


Lá estarei para ajudar no sábado...

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Outros assuntos podem esperar, isto é mesmo muito intrigante!

Ora bem, estou de volta.
Pensei em falar de impressões sobre espanhois, mas afinal, um assunto urgente e intrigante surgiu, enquanto pulavamos um muro com uma cadela de tamanho XL, que teve que ser carregada em peso, e cá estou para partilhar isto convosco.
Afinal inventam mesmo tudo, desta vez, atenção ao que se segue - pode ferir os animais mais sensíveis às questões de aceitar o corpo como ele é de facto - informações completamente bombásticas para a comunidade canina do Mundo (bom talvez só do mundo ocidental, não me parece que os cães chineses se possam preocupar com isto), já existem comprimidos para os cães emagrecerem. Estou intrigada para saber como funcionam... Pensei que poderia ser uma coisa em xarope, tipo aquele que as pessoas teimam em ingerir e não podem comer mais nada (realmente inteligente para a dieta física mas pouco sustentável para o cérebro), e talvez seja isso que os cães de caça usam como alimento, já que atacam tudo o que mexe.
A coisa também poderia ser feita em comprimidos, para os cães e para os seus donos, viriam em pacotes distintos e cada dono compraria um plano de dieta mútua.
A melhor de todas seria a possibilidade de ser como o "Herbalife" (do perca peso, pergunte-me como), sendo que, depois de intregrados no programa, os cães andam com trelas novas com números de telefone e com informações sobre o produto (em linguagem canina, claro).
Questiono-me sobre que raio de vida têm os animais de estimação que afinal ficam cada vez mais parecidos com os donos. Isto é que é a chamada fidelidade! E correr no jardim e apanhar paus e andar aos pulos atrás do dono, não? Os animais são mesmo nossos amigos, nós é que parece que não somos muito amigos deles...

terça-feira, 17 de abril de 2007

Férias de inverno...

"No Cars Go"
We know a place where no planes go
We know a place where no ships go
Hey!
No cars go
Hey!
No cars go
Where we know
We know a place where no spaceships go
We know a place where no subs go
Hey!
No cars go
Hey!
No cars go
Where we know
Hey!
Us kids know
Hey!
No cars go
Go!
No go!
Between the click of the light and the start of the dream
Between the click of the light and the start of the dream
Little babies?
Let's go!
Women and children?
Let's go!
Old folks?
Let's go!
Don't know where we're going
The Arcade Fire

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Ana Júlia:-)


Hoje acordei cedo, num sítio maravilhoso,


(o meu companheiro de cama é um bocadinho maior e que eu e é giro)

e achei que tinha um assunto urgente que não podia esquecer, mas estive numa pesquisa mental por minutos,


sei perfeitamente que ainda estás a dormir,

quem sabe, se calhar, bem acompanhada,

mas não quero deixar que este dia acabe sem te dizer que construímos uma casa de amizade muito grande, e os amigos com casas de amizade tão grandes nunca se esquecem uns dos outros...

ou seria antes assim, uma casa assim,talvez...


Por isso, eu e o meu companheiro, que ainda está a dormir, porque é realmente muito cedo, desejamos-te um maravilhoso aniversário...

L. & J.R.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Ainda sobre o post anterior...

Sim, esta é a minha tenda debaixo de um forte nevão, algures, num sítio que era branco como cal. Não há nada no mundo que seja tão inactivo como estar numa tenda com um forte nevão.
É o que se pretende para o próximo período de férias... Bem, com alguma actividade, mas pouca.

Depois de muito reflectir sobre o que fazer nas férias, concluí que isto é o que me apetece fazer:


Por isso, e depois de um espectáculo de dança na quinta feira à noitinha, é o que tenciono estar a fazer nos dias que se seguem,
Um forte abraço a todos
Até ao meu regresso!
Zorbas
PS: amanhã não tenciono pensar muito porque estarei a desenvolver a preparação mental para de ir de férias (ou seja não pensar, agir apenas e sem grande esforço), também não tenciono passar por aqui, mas assim que voltar trago notícias...

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Estamos um bocado atrasados com isto, mas cá vai...

O Salazar?! Quem?
Então 65 mil pessoas acham o Salazar o grande português de sempre num concurso televisivo? So what? Qual é o problema de 65 mil pessoas tolas acharem que este homem foi o grande português de sempre num concurso novelístico da RTP?
Podia ser pior, o Marquês de Pombal foi mais ruim que o Salazar e nunca ninguém lhe bate o suficiente. O Estaline foi um dos piores ditadores do mundo e a emproada Odete Santos foge sempre do assunto.
O problema não está nas 65 mil pessoas que gastaram os seus cêntimos a votar no Salazar (coisa que o velhote não teria apreciado), o problema está em achar que esta novela é um espelho do que pensa o país. Poupem as comparações e as articulações de ideias, porque na hora de votar as pessoas lembram-se bem do tempo da sardinha para três e da falta do básico que representou o Salazar e o Fascismo neste país. Curiosamente a Direita tem-se demarcado deste contexto ao longo do tempo (e ainda bem, porque é bom que ela exista para haver pluralidade de opiniões políticas num sistema como o nosso), mas se formos mais incisivos e olharmos bem para o partido de direita com assento parlamentar, vamos perceber que ainda estão na idade da moca e do machado de silex na Democracia portuguesa, não se entendem uns com os outros e ainda menos com o resto do mundo. Não me parece que representem uma Direita fascista condenável, como tivemos até 1974, até porque o Salazar iria ficar irritado com esta gente do mercado da ribeira.
O que me intrigou genuinamente no concurso, (vi no You Tube e tive pena de não ter assistido a isto em directo) foi a camarada Odete Santos achar que a opinião destas tais 65 mil pessoas devia ser proibida e que andamos a alimentar manifestações de fascismo outra vez.
Ora bem, se calhar isso é preocupante, talvez mais que a própria vitória do velhote de Santa Comba Dão, que cosia as meias porque não gastava dinheiro numas novas...
A tal esquerda velhota, como o Salazar, devia refrescar as ideias, porque, graças a um tal sistema de votos democráticos, isto já não vai ser uma coisa parecida com Cuba, onde não se pode dizer nada contra o senhor velhote que manda lá, e as pessoas aqui, FELIZMENTE, podem expressar todo o tipo de opiniões, até as mais tolas de todas, como esta, claro está.
Para mim, que não sou de cá, sou do mundo, odiaria viver num país como a China, como a Coreia do Norte, como Cuba, porque sou demasiado curiosa pelo mundo para me ficar só neste cantinho, e sei, porque estas coisas sabem-se, que nestes países não se pode ter muitas curiosidades, porque o Estado não deixa. Contudo, aceito os cubanos como eles acham que devem viver, tal como os chineses e os norte-coreanos, porque neste sítio onde vivo, ensinaram-me a respeitar as opiniões alheias, mesmo que divergentes das minhas. E isto é mesmo o mais importante, a política tem momentos, como tudo, e este não é, de todo, um momento político, porque não era política o que as tais 65 mil pessoas, votantes no Salazar no concurso, estavam a fazer (o que era só o director de programas da RTP deve saber, porque aquele formato é realmente bizarro).
Ainda assim falta-nos a paródia com o Fascismo, o Comunismo e com a Democracia Partidária. O riso é o melhor barómetro de opiniões, basta observar de que se riem as pessoas para perceber como andam as lides do país. Quando se brincar a sério com o Salazar, então este será um trauma ultrapassado, enquanto isso não acontecer vamos ter sempre os velhos do Restelo a dizer "Eu bem avisei, o tipo vai voltar outra vez, e já não falta muito, o melhor é liquidá-los a todos e já, para não terem ideias!"
Estamos realmente com déficit democrático ou estamos a dar muita importância a um concurso ruim da televisão?
Ora bem, ironicamente, O que faz falta é animar a malta, como diria um tipo que foi professor de escola da minha tia...

quinta-feira, 29 de março de 2007

Este é o pensamento felino sobre a correria do dia a dia...


Diz que é uma espécie de partir de louça, mas com estilo!

Estamos sempre bem com as outras pessoas, sobretudo com os desconhecidos, enquanto elas não se dirigem a nós.
Lá estava eu no estacionamento de uma loja de bricolage, quando, ao estacionar (muito bem, diga-se de passagem) a carrinha do meu sogrinho, aparece um senhor a dizer:
- RISCOU-ME O CARRO!
E eu:
- Mas eu acabei de estacionar!
e ele:
- Tenho um risco no carro, venha cá, venha cá ver!
e eu:
- Acho que não entendeu, eu acabei de estacionar!
e finalmente saí da carrinha e fui espreitar o tal risco.
Os meus olhos não acreditavam bem na situação insólita que aquele homem provocou.
O risco era totalmente branco, num carro verde, e a carrinha do meu sogro é azul!
Ora bem, como não tenho muita paciência para discussões disse-lhe:
- Isso não é só um problema de visão, deve ser algo mais, talvez seja melhor ir ao médico!
e ele:
_ Riscou-me o carro!
e eu, dirigindo-me à entrada da loja:
- Boa Páscoa, marque lá essa consulta.
e ele:
- Riscou-me o carro!
Eu entrei e saí de loja e ele continuava, mas como era um senhor cigano, quando saí da loja tinha com ele mais gente da família, eu ignorei os comentários dele (a família não se manifestou...) e saí do estacionamento.
No fim, não percebi exactamente se se tratava de um problema de visão ou de autismo...
Um abraço felino,
Zorbas

terça-feira, 27 de março de 2007

Mensagem do Dia Mundial do Teatro
27 de Março de 2007
Sua Alteza O Xeque Dr. Sultão Bin Mohammed Al Qasimi
Membro do Conselho Supremo dos Emirados Árabes Unidos e Governador de Sharjah

“Muito Jovem, descobri o amor pelo fascinante mundo do Teatro. Pude entender e valorizar a sua verdadeira essência quando me envolvi seriamente como escritor, actor e director de uma produção teatral de carácter político que provocou a cólera das autoridades da época. Confiscaram tudo o que se encontrava no Teatro e procederam ao seu encerramento perante os meus próprios olhos. O espírito do Teatro que vivia em mim não tinha outra escolha frente aos soldados armados que a de refugiar-se e teimar com a minha consciência. Nesse momento, compreendi a força e o poder do Teatro perante aqueles que não toleram a opinião dos outros e aprendi, com certeza, o papel sério e importante que o Teatro pode desempenhar na vida dos povos. Durante os meus anos de estudante no Cairo, o palco entrou no profundo da minha consciência e deixou raízes, li tudo quanto se escrevia sobre Teatro e tive ocasião de assistir aos espectáculos mais diversos. Esta descoberta aprofundou-se anos depois e hoje, o Teatro continua a interessar-me de modo geral. Aprendi através das minhas leituras, sobre a Antiga Grécia até aos nossos dias, a magia potencial que o mundo do Teatro contém e a sua capacidade para descobrir a profundidade da alma humana e revelar os seus mistérios. O Teatro constitui um factor de unificação dos seres humanos e o homem pode, através dele, encher o mundo de amizade e abrir horizontes de diálogo entre os povos, sem distinção de raça, cor ou crença. Foi para mim um factor suplementar para aceitar o Outro tal como é. Compreendi igualmente que o bem unifica os seres humanos e que o mal os separa. As guerras que golpearam a humanidade desde épocas antigas encontraram justificações profundas nas intenções maléficas que não apreciam a beleza. E a beleza perfeita não se encontra em nenhuma outra arte como no Teatro. Ele é o recipiente que contém todas as Belas Artes. Aquele que não saborear a beleza não pode apreciar o valor da vida; e o Teatro é a vida. Necessitamos repelir hoje todas as guerras absurdas em todas as suas formas e divergências dogmáticas que flagelam. Na ausência de um travão moral, de uma consciência viva, o espectáculo das violências e os assassinatos cegos vão submergindo em todo o planeta com o seu cortejo de desigualdades, entre uma riqueza excessiva e uma miséria negra entre as partes de um mundo sinistrado por epidemias endémicas ou pelos problemas de desertificação e seca. Tudo isto é causado pela ausência de um diálogo autêntico que possibilite fazer deste mundo um lugar para vivermos juntos. Amigos do Teatro, uma tempestade desencadeia-se sobre o nosso planeta, causada pela violência de um turbilhão de suspeitas e desconfianças que ameaçam e nos impedem de ter uma visão clara das coisas. As nossas vozes são sufocadas e não chega a todos os ouvidos a causa da violência e a divisão dos povos. Esta tempestade ameaça desviar-nos e afastar-nos uns dos outros. Devemos opormo-nos aos que fazem soar a corneta para desencadear tumultos, não para destruí-los mas para afastarmo-nos de atmosferas contaminadas e dedicar nossos esforços à comunicação e estabelecimento de relações amistosas, com quem prega a fraternidade entre os povos. Nós somos meros mortais, mas o Teatro é como que eterno, como a própria vida.”

sexta-feira, 23 de março de 2007

Emergências alimentares

Ainda não tinha tido oportunidade de olhar para os assuntos hospitalares com sentido de humor, mas, finalmente aconteceu algo insólito que não posso deixar de partilhar.
Ontem estava no Serviço de Hematologia de um hospital público, a visitar um doentinho que me é muito querido, e como era hora de jantar, estavamos animadamente a falar de comida. Como já vem sendo hábito, os pacientes do quarto dele participavam na conversa com alguns comentários.
A meio da visita ouvi a célebre frase do "homem da Pizza":
"FOI AQUI QUE ENCOMENDARAM UMA PIZZA?"
E lá vinha ele com o capacete a meio da testa, com um saco térmico vermelho e com um recibo na mão.
Os comentários dos doentes foram absolutamente hilariantes, principalmente porque todos eles fazem dietas sem sal ou temperos, e porque a comida do hospital é realmente aquilo que deixa as pessoas doentes. O homem da pizza lá andava de quarto em quarto procurando o seu pedido.
Infelizmente para os doentes daquele quarto, o pedido era do quarto ao lado, também para um doente, o que não deixa de ser estranho, mas acompanhado pela família, visto que a dose de pizza era familiar.
As enfermarias e os serviços de internamento em alguns hospitais já me mostraram coisas verdadeiramente inacreditáveis, mas nunca tão insólitas.
Um abraço felino,
Zorbas

quinta-feira, 22 de março de 2007

Ressaca

de re + sacar

s. f.,
recuo das ondas;
fluxo e refluxo;
regresso ao estado inicial;

ant.,
retaguarda;

pop.,
enfado, cansaço motivado por uma noite passada em claro;
indisposição sentida após a ingestão excessiva de álcool;

gír.,
estado de carência física e psíquica que se manifesta após abuso de drogas ou suspensão do abuso de drogas.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Poema para o dia da POESIA...

Viagem

Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.

Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar...
( Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).

Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.

Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura.
O que importa é partir, não é chegar.

Miguel Torga

terça-feira, 20 de março de 2007

A minha história futura dirá quantas foram as desventuras que mereci viver, para já, parecem-me todas bastante injustas, principalmente porque eu sou descrente, eu condeno um tal Senhor todo poderoso que não me parece que cumpra bem a sua função, por isso não acredito e não o aceito, e, afinal, as coisas más da vida só acontecem aos que estão ao meu lado que parecem acreditar e aceitá-lo sem questões.
Infelizmente já passei o teste da irresponsabilidade, já tive a minha cota parte de loucura e já me senti testada pessoalmente (por vezes protegida de coisas bizarras de maneira inexplicável), por isso, todos os dias que passam, não aceito isto e não quero aceitar que a vida é mesmo assim.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Ora bem...

O Dr. Bairrão Oleiro, director do Instituto Português dos Museus, por si só o parente pobre do Ministério da Cultura, vem anunciar algo que não sabiamos, mas ficamos a saber por ele, principal gestor da Instituição: OS MUSEUS NÃO TÊM DINHEIRO. E de quem é a culpa? Do Ministério que não envia o dinheirito necessário, da Ministra que parece que se interessa mais por outras áreas que não os museus, do estado do Estado? Bom, parece-me bem claro que até agora, a culpa não pode ser dos coitadinhos directores de museus que até planeiam exposições.
Os museus portugueses parecem-se, em tudo, com os museus europeus, com uma diferença, sem público. E de quem é a culpa? Mais uma vez, do Estado, do Ministério ou da Ministra? Não me parece...
Vejamos: o museu de Arte Antiga, onde estive há pouco tempo, tem uma esplanada fantástica com vista para o rio, tem um edificío maravilhoso com casas de banho de discoteca do novo milénio. Mas público, nem vê-lo. Ou seja, o problema dos museus em Portugal não é de estilo, nem por sombras, nesse aspecto cumprimos e superamos as permissas internacionais, é mesmo uma questão essencial de planeamento.
Qual é, então, o problema? É básico, e extende-se para outras matérias que vão além da cultura, o que não deixa de ser preocupante.
Em Madrid, entrei no Prado para ver as obras de Hieronymus Bosch ou "El Bosco", além de outras extraordinariamente interessantes, mas aquelas eram as que mais me atraiam em todo o Museu. E lá estão, numa sala dos anos 70, com os desumidificadores à vista, com legendas datilografadas, mas eficazes, com um guarda que parou no tempo, com pequenas marcas do tempo nas paredes, enfim, numa sala com "uso".
Em Lisboa, entrei eu no Museu de Arte Antiga para ver as obras deste artista e, o que é que fiquei a saber no meio de tudo isto? Os suportes dos objectos foram concebidos pelo arquitecto Blá Blá Blá, as legendas foram criadas pelo atelier de design do Mestre ZZZZ (que também cobrou um batatal de dinheiro por um catálogo para um evento de um dia), o chão tinha sido remodelado pelo supra-sumo das obras de chão em instituições públicas, e a cor da parede era a última moda da estilista Agatha Ruiz de La Prada, as pseudo informações poderiam ser dadas por alguém que não estava na sala de todo. O que é que sabemos sobre o Bosch, no meio disto tudo? Pouco, que afinal combina bem com as paredes, que está numa sala com um chão porreiro, que tem umas legendas bonitas mas absolutamente codificadas para ninguém perceber, e que afinal não era assim tão importante para a sua época, porque o que aparece descrito são códigos do próprio museu.
O Dr. Bairrão Oleiro tem toda a razão quando diz que não há verbas para os Museus e que muito património se está a perder neste país por uma total inércia nesta área, mas bem vistas as coisas, para que serve ter gente nos museus se não tivermos o chão da moda, os catálogos tão caros que ninguém compra, as casas de banho topo de gama, o design moderno e arrojado que os ateliers tão bem sabem fazer? Os museus não precisaram de trabalhadores até agora, mas precisaram de vitrines topo de gama, de exposições tão caras que até coramos com o preço (que ninguém vê porque não são divulgadas), de catálogos que só baixam de preço para metade nas promoções de natal (porque até lá ninguém compra), de eventos para elites e de exposições para pseudo-intelectuais com hábitos e gostos bizarros. Por isso não me parece preocupante que os Museus se queixem da falta de gente para trabalhar, também não há público para receber, no entanto, têm equipamentos topo de gama...
Um abraço felino,
L.

PS: há assuntos sobre os quais ainda existe uma certa censura interior, este é um deles, por isso fico-me pelo óbvio.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Este blog é um serviço público :-)

COLÓQUIO

RITUAIS DE INVERNO COM MÁSCARA

20 de Março, 9h30-17h00

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

Torre B, auditório 1

Centrado na exposição com o mesmo nome, inaugurada em Dezembro de 2006 no Museu do Abade de Baçal, este Colóquio reúne o grupo de investigadores que, sob a orientação científica de Benjamim Pereira, e, tendo todos eles realizado trabalho de campo sobre a temática das Festas do Ciclo de Outono-Inverno e o complexo dos mascarados de Trás-os-Montes, contribuíram para o catálogo. Esta apresentação e debate público será também uma homenagem ao trabalho de Benjamim Enes Pereira sobre o complexo das máscaras portuguesas e em prol do desenvolvimento da Etnografia Portuguesa.

PROGRAMA:

9h45m

Clara Saraiva e Paula Godinho (FCSH)

Apresentação

10 horas

Benjamim Enes Pereira

Rituais de Inverno com Máscaras

10h30m

Paulo Costa (IPM)

Janelas para o Terreno

11 horas

Paula Godinho (FCSH)

As “loas” que contam uma festa: permanência e mudanças na Festa dos Rapazes

11h30m

Miguel Vale de Almeida (ISCTE)

Quando a máscara esconde uma mulher

Almoço

14h30m

Paulo Raposo (ISCTE-CEAS)

“Caretos” de Podence: um espectáculo de reinvenção cultural

15horas

João Leal (FCSH e CEAS)

Percursos entre Festas

15h30m

Clara Saraiva (FCSH)

Rapazes e almas no período invernal

16horas

Apresentação de filme “Rituais de Inverno com máscara” (Laranja Azul)

16h30m

Discussão final e encerramento

Organização e informações:

Departamento de Antropologia-FCSH

Centro de Estudos de Etnologia Portuguesa-FCSH

Centro de Estudos de Antropologia Social-ISCTE

clarasaraiva@fcsh.unl.pt

p.godinho@fcsh.unl.pt

terça-feira, 6 de março de 2007

Não há nada como o soninho da casa dos papás...

Hoje descobri que ainda sonho como se estivesse lá.
Quando acordo cedo levo um certo tempo a perceber onde estou. Faz parte, sempre foi assim, mesmo quando me acontecem coisas altamente estranhas, eu levo uns minutos a voltar à realidade, à minha cama, ao meu colchão e às fotografias na parede. Isto não é corrigível, sempre foi assim e será no futuro, e também não me incomoda. Na verdade até me agrada, adormeço sempre com pensamentos pragmáticos do dia a dia (tipo: tenho que estender a roupa, amanhã vai chover, a reunião de condomínio tem que ser marcada, tenho que tirar o gelo da arca, a vizinha do segundo andar é mal educada, tenho que ligar...zzz...zzz...zzz...), e acordo sempre com a cabeça na lua (tipo: o passeio de bicicleta na praia, o picnic nas montanhas, o mar dos açores, casa de banho, sos, casa de banho, levantar...). Ah tenho que ir à casa de banho...
Isto não me suscitaria nenhum problema, se não fosse pelos pensamentos maravilhosos que tenho no fim do sono, que na derradeira linha da meta, ao acordar, desaparecem como fumo. A minha safa é sempre esse momento em que não sei bem onde estou, parece tudo possível nesses segundos. Estou sempre em sítios onde já estive e com pessoas que amo. Aliás, quanto mais tempo passa desde que deixei aquele quartinho pequenino de menina, mais me convenço nesses segundos que ainda estou lá. O meu pai vai fazer um cacau quente para o pequeno almoço e vai haver pão de centeio, a minha mãe está a arejar a sala, o meu irmão saíu de madrugada para ir de bicicleta lá onde o Judas perdeu as botas, a paixão pelo actor arrebatou-me e deixou-me nas nuvens e o almoço está quase pronto. Depois olho para as fotografias da parede e penso: afinal parece que já és crescidinha, quem diria?!
A possibilidade de errar, os sonhos infantis, os desejos secretos de ser alguém e de fazer alguma coisa pelo mundo estão no mesmo sítio onde ficaram essas manhãs de fim de semana. É por isso que não há nada como o soninho na casa dos papás, não se volta para a infância, volta-se para o sítio onde está tudo por sonhar e onde tudo é realmente possível...
Bons sonhos,
L.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Outra vez, mas mais alto...

Os Arcade Fire no SBSR, vou agora mesmo comprar o meu bilhete, aliás, aceito encomendas, se alinharem telefonem que compro para vocês também...
Aos amigos estapafurdios, como em outras situações, uma estreia ou um espectáculo de teatro não são motivos para não se assistir aos melhores concertos do ano. Podem chegar em cima da hora, há sempre uma margem de manobra para isso.
Um abraço felino,
Zorbas

PS: desculpem chatear-vos com isto, mas a coisa promete mesmo e acho que vale a pena ver...

sexta-feira, 2 de março de 2007

Espero que alinhem no recadinho anterior...

Amigos:
OS ARCADE FIRE EM PORTUGAL...
Os mais aficcionados, como eu, querem saber onde é que se vendem os bilhetes.
Os restantes têm que ser convencidos pelo resto do cartaz, mas eu avanço desde já que só por eles vale mesmo muito a pena.
Se aos Arcade Fire juntassem Architects from Helsinki eu estaria realizada para os concertos do próximo ano, melhor que isto só se a Santal inventasse um sumo de fruta com os nutrientes do leite (ou talvez não, visto que é indigesto e desagradável).
Um baraço felino,
Zorbas

Se acreditasse em Deus diria: Deus é grande... Finalmente vou vê-los ao vivo e a cores :-)

Arcade Fire são a primeira banda confirmada do Super Bock Super Rock
01.03.2007 - 13h38 Lusa, PUBLICO.PT

Os canadianos Arcade Fire actuam no dia 3 de Julho no Festival Super Bock Super Rock, no Parque do Tejo, em Loures, onde irão apresentar ao vivo as novas canções do álbum "Neon Bible", a editar na segunda-feira.

Os Arcade Fire são a primeira banda a ser anunciada pela promotora Música no Coração para o 13º festival, que decorrerá nos dias 28 de Junho, 3, 4 e 5 de Julho, no Parque Tejo, no próximo do Parque das Nações.
O regresso dos Arcade Fire a Portugal ocorre dois anos depois de terem actuado no festival Paredes de Coura, numa altura que ainda promoviam o álbum de estreia, "Funeral", coqueluche do rock independente e eleito um dos melhores de 2005 pela crítica e pelo público.
Na segunda-feira, a banda de Win Butler e Regine Chassagne edita "Neon Bible", um álbum com 11 temas gravados nos Estados Unidos, na Europa e no Canadá."Black Mirror" foi o primeiro single a ser retirado do álbum, mas muitas das músicas, como "Intervention" e "Ocean of noise", já correm pela Internet há algum tempo, pelo próprio trabalho de divulgação da banda, utilizando o myspace.com e o site oficial.No myspace.com, onde ainda é possível ouvir o tema "Keep the car running", Win Butler descreve a sonoridade do novo álbum como "quem está à noite junto ao mar".
Durante este mês e também em Abril, os Arcade Fire vão estar em digressão pela Europa, em concertos metade deles já esgotados, com passagem por Londres, Paris, Estocolmo, Copenhaga, Berlim e Bruxelas.
Os bilhetes para os três concertos que os Arcade Fire deram na igreja de St. John, em Londres, entre 29 e 31 de Janeiro, esgotaram em dois minutos.
Os Arcade Fire são formados por Win Butler, Régine Chassagne, Will Butler, Richard Parry, Tim Kingsbury, Sarah Neufeld e Jeremy Gara.Apesar de ainda faltarem quase quatro meses, os bilhetes para o festival Super Bock Super Rock já estão à venda.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Se este país fosse...

Se este país fosse um pássaro seria um papagaio irritante, que em vez de "O Louro quer bolacha!" diria "É a Vida!";
Se este país fosse um peixe seria um limpa fundos, que lá vai aproveitando os restos dos outros;
Se este país fosse um cão seria um Basset Hound, com um olhar que mete dó;
Se este país fosse um animal selvagem seria uma hiena com um risinho estampado no focinho;
Se este país fosse uma árvore seria uma acácia a sugar água do solo;
Se este país fosse uma planta seria uma língua da sogra, daquelas bem compridas;
Se este país fosse uma história infantil seria a dos três porquinhos;
Se este país fosse um transporte público seria um táxi de aeroporto;

Se este país fosse um desporto seria o remo;
Se este país fosse um chá seria de bolbo para as dores de barriga;
Se este país fosse um bolo seria o de iogurte com um temperozinho de canela e limão;
Se este país fosse uma cor seria o azul bebé;
Se este país fosse um palavrão seria merda e nada mais;
Se este país fosse um filme seria o Tudo Bons Rapazes;
Se este país fosse um livro seria de etiqueta e boas maneiras com prefácio de um génio estrangeiro;
Se este país fosse uma profissão seria de topo, mas com três assistentes;
Se este país fosse uma doença seria a varicela;
Se este país fosse um carro seria um de classe a, mas popular;
Se este país fosse uma bebida seria vinho com seven up;
Se este país fosse uma estrada seria a EN125 no Algarve nos meses de verão, ou o IC19 em qualquer altura do ano e a qualquer hora do dia;
Se este país fosse um jogo seria um jogo de damas, nem demasiado estratégico como o xadrez, nem demasiado incerto como o poker;
Se este país fosse mais um utensílio de cozinha seria o rapa-tachos, mais ou menos útil;
Se este país fosse uma estátua seria o pensador de Miguel Ângelo, mas numa versão vestida;
Se este país fosse um vício seria o do café, não tão prejudicial como outros;

Se este país fosse mais a sério e tivesse prazo para acabar, então eramos todos muito mais aplicadinhos e menos alarmistas, inseguros e mais donos do nosso destino!

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Diz-se por aí que os meninos estão em Santa Eufémia...


E não é que estão mesmo :-)
Um abraço felino,
Zorbas

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Cá vai...

Para os afortunados, este é um gesto bonito:)

http://www.joinred.com/

Um abraço felino.
Zorbas

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Aborto II

Depois de alguns dias passados resta-me voltar a esta banca com a continuação do tema do momento.
Conheço várias mulheres que em circunstâncias anormais tiveram que abortar e não conseguem ainda ultrapassar essa situação, também porque na altura em que o fizeram foram completamente condenadas por tal acto pela família e pela sociedade.
Votei SIM, não porque considere que temos o direito de roubar a vida a uma criança que ainda não nasceu, nem porque os feminismos ditam que na barriga da mulher manda a mulher, nem porque ache que o aborto é a solução para o futuro planeamento familiar neste país. MAS acho que uma qualquer morte ou agressão física de uma mulher, que abortou no vão de escada de um sítio qualquer, é muito grave e é suficiente para a lei prever que em nenhuma circunstância se terá que passar por isto. O facto de uma mulher ter que abortar é penoso o suficiente, um aconselhamento psicológico teria permitido que muitas mulheres conseguissem ultrapassar uma dor que não escolheram sofrer, mas as circunstâncias assim o ditaram.
O referendo sobre o aborto é mais que um direito a uma vida digna, é um direito assistido a um casal que reconhece as suas limitações e que não quer proporcionar a uma criança um futuro miserável. Realmente é discutível a forma como cada pessoa concebe o que é uma vida, eu diria que é uma questão filosófica para cada pessoa reflectir individualmente, com efeitos muito pragmáticos sobre o dia a dia. Para mim está no mesmo plano que o de reconhecer que nenhuma religião ou seita, partido ou regime político, etc, etc, etc, pode atentar contra a vida de uma pessoa nos seus direitos mais básicos ou elementares.
Como referem os direitos fundamentais universalmente reconhecidos, mas não cumpridos integralmente, a vida é preciosa, mas para que isso realmente aconteça é preciso dignidade e batalhar para que seja um tesouro mantido por todos e para todos neste mundo.
Esta questão não é partidária, nem sequer é política, é cívica, e não escondo o meu agrado pela iniciativa de se alterar a lei, o problema deste próximo passo é mesmo a vantagem que alguns políticos tiram disto.
No que depender de mim, continuarei a ter uma atitude crítica com os políticos de todas as alas deste país e a achar que os discursos me convencem muito pouco, já as acções, como a minha avó diz e bem, ficam para quem as pratica. Esperamos para ver no quem as vai praticar civicamente.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Aborto I

Ainda não deixei a minha mensagem sobre este assunto, mas ainda vou a tempo (porque eu acredito que as pessoas podem fazer a diferença).
Estou mesmo zangada com os portugueses todos que não votaram, nos quais incluo os meus parentes mais próximos, que, por nenhuma razão em específico, optaram por não se dar ao trabalho.
Sempre que há discussões sobre políticas de esquerda ou direita, eu pergunto se as opiniões de cada um são mais do que isso, se realmente significam algo que é expresso nas urnas pelo direito ao voto. Infelizmente não correspondem a uma atitude consciente de quem se exprime quando é chamado a exercer o seu poder. Acontece que, não sendo uma eleição política, a responsabilidade é ainda maior. Este é um assunto de organização social, de direitos fundamentais, de vida em sociedade (qualquer que seja a opinião sobre o referendo) e deve ser entendido por todos como uma responsabilidade comum. As leis não se fazem porque os políticos querem (só algumas), num Estado Democrático fazem-se para que a vida em sociedade seja regrada e entendida por todos como um bem comum a ser mantido. Por isso, meus amigos, a nossa opinião pode realmente fazer a diferença.
Cada pessoa que não votou quererá com isso dizer que prefere viver num país do terceiro mundo, onde a cidadania é uma miragem e onde quem tem dinheiro manda. Se alguma vez estiveram num país do terceiro mundo vão saber e perceber a diferença entre o direito, o dever e a consciência do voto cívico e a impossibilidade de o exercer. Portanto, da próxima vez que estiverem a argumentar comigo que este país é um blá blá blá de coisas más, pensem que não fizeram nada para alterar isso, e que a culpa também é vossa.
Eu sou muito mais optimista do que pareço e acredito que o meu avô não foi mandado de castigo para o quinto dos infernos (porque tinha uma opinião política sólida) por um mero acaso do destino, foi porque, como me ensinou e bem, quem tem o direito de opinar tem muito mais liberdade do que quem manda de facto.
Um abraço felino,
Zorbas