sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

O descanso merecido de Zorbas...


E Neruda disse...

Ode ao dia feliz

Desta vez deixai-me
ser feliz,
não aconteceu nada a ninguém,
não estou em nenhum sítio,
acontece somente
que sou feliz,
de coração pleno, quer
andando, dormindo ou escrevendo,
Que hei-de eu fazer, sou
feliz,
sou mais vasto
do que a erva
nas planícies,
sinto a pele como uma árvore rugosa,
a água em baixo,
os pássaros em cima,
o mar como um anel,
à roda da cintura,
a terra feita de pão e de pedra
e o ar cantando como uma guitarra.
Ao meu lado na areia
tu és areia,
cantas e és canto,
o mundo
é hoje minha alma,
canto e areia,
o mundo
é hoje a tua boca,
deixa-me
ser feliz
na tua boca e na areia,
ser feliz porque se eu respiro
é a ti que o devo,
ser feliz porque acaricio
os teus joelhos
e é como se acariciasse
a pele azul do céu
e a sua frescura.
Hoje deixai-me
ser feliz
sozinho,
com todos e ninguém,
ser feliz
com a erva
e a areia,
ser feliz
com o ar e a terra,
ser feliz,
contigo, com a tua boca,
ser feliz.


Pablo Neruda

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Os meus votos para 2007:

Um ano com esta aparência, é um voto para os amigos...

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Há que dizer com frontalidade...

Amigos:
Esta é a altura das hipocrisias, dos sorrisos cínicos, das lembranças para todos, dos votos de festas felizes...
Quero dizer-vos, com muita frontalidade:
Eu dou prendas a quem posso, sorrio para os amigos e tento estar lá quando é preciso e não agora que é quando está toda a gente, desejo festas felizes aos velhotes que adoro (e que levam essas coisas muito a peito), e passo estes dias a comer por horas e horas e quando não se come estou refastelada no sofá, com os filmes que já vi 3482 vezes (ou 3982?).
Mas como o Natal não é para todos, é mesmo para quem pode, eu espero que todos vocês possam...
Beijos felinos nesta quadra "comelícia"...
Z.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Mais um contributo do Guille para este blog...

OUTROS TEMPOS, OUTRAS FRONTALIDADES...
Cópia da carta existente na Biblioteca Nacional de Lisboa dirigida porPina Manique, Corregedor de Santarém (e futuro Intendente de Polícia doMarquês de Pombal) ao Duque de Cadaval, Corregedor-Mor da Justiça doReino.

"Exmo. Sr. Duque de Cadaval:
Se meu nascimento, embora humilde, mas tão digno e honrado como o da maisalta nobreza, me coloca em circunstância de V. Excia. me tratar por TU, -Caguei para mim que nada valho.
Se o alto cargo que exerço, de Corregedor da Justiça do Reino em Santarém,permite a V. Excia., Corregedor Mor da Justiça do Reino, tratar-meacintosamente por TU,- Caguei para o cargo.
Mas, se nem uma nem outra coisa consentem semelhante linguagem, peço aV.Excia. que me informe com brevidade sobre estas particularidades, poisquero saber ao certo se devo ou não Cagar para V. Excia.
Santarém, 22 de Outubro de 1795
PINA MANIQUE
Corregedor de Santarém

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Um grande Até já...

Hoje, Rita (o Ruzante e a Alice das estórias de ontem), vais partir para uma vida nova um bocadinho longe daqui. Como partilhámos momentos de loucura absolutamente indescritíveis e inarráveis, começámos a conversar numa feira, partilhámos ensaios de loucura, vivemos a olhar para céus estrelados por muitas noites, cantámos mal no bar dos amigos até perder a voz, acordámos o dia ao lado do marco de Santa Eufémia, rimos por muitas horas na areia da Adraga, sorrimos juntas em alguns espectáculos de teatro, ficámos na praia dos coelhos até ao pôr do sol tardio do verão lisboeta por muitos sábados e domingos estivais, passeámos em circuitos alternativos de neve algures nos Picos da Europa, tomamos umas belas banhocas no mar azul do Pico, enfim, construímos um espaço que é muito louco e nosso (a quatro, e às vezes só a três), onde impera o riso e o non-sense, quero desejar-te um grande:
Até já...

PS: longa vida para os (pequenos) almoços de Domingo às horas que nos dá na gana...
PS 2: e se deixasses o tabaquinho (Hi Hi Hi, agora já posso dizer-te, não estás aqui para te chateares...)
PS 3: desculpa lá este espírito lamechas, mas, é o que se pode arranjar...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

O meu sorriso matinal vai para...


É sempre uma pena ver a Pena tão longe...
Abraços felinos para todos
Z.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Às Ritas...

Parece que estou em falta com as minhas amigas Ritas, ambas aniversariantes em 9-12-2006, ambas dotadas de uma incrível capacidade de me ouvir.
Para vós, que tanto representam na minha pequenina esfera de amigos,
UM GRANDE E GORDO ABRAÇO FELINO!
Beijos,
L.

Para votarem nas 7 maravilhas portuguesas...

Sigam as instruções e votem em:

http://www.7maravilhas.pt/index.html

Beijos felinos,
Zorbas

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Novas sete maravilhas do mundo

Claro que nenhuma é portuguesa, parece que não construímos nada digno de registo...
Bom, cá vai o site para se inscreverem e votarem naquelas que considerarem as novas sete maravilhas do mundo:

http://www.new7wonders.com/

Sim, porque este blog também é um serviço público...
Beijos felinos
Zorbas

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

A vida era tão simples com:

Bic laranja, bic cristal
duas bics à sua escolha
Bic laranja de escrita fina
Bic cristal de escrita normal
Bic, Bic, Bic Bic Bic.


Para quê complicar?
Não podiamos ficar para sempre com este dilema de infância e estariamos para sempre com o saldo positivo para os dilemas crueis da vida?
Realmente a vida complica-se sem explicação aparente, mas este crescer à força de crueldades é demasiado desumano.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Vale a pena olhar para trás...

Isto é que é acreditar!...

Força, estamos contigo e com o resto da banda.
PS: Vilar de Mouros, 1982 (incrível!)

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Depois de muito reflectir conclui que:

A chuva dos últimos dias é causada por alguém, que nós muito bem conhecemos, e que chegou a um sítio que nos é, por enquanto, inacessível. Como os seus amigos ainda não chegaram, ele resolveu presentear-nos com chuva, mas como tem muitos amigos, a chuva é torrencial.
Bom, chega para todos, é um facto, mas se calhar aqueles que não são "os amigos" não percebem o porquê da cheia épica. Ora, cá estamos nós, "os amigos", para perceber o desejo secreto de alguém que gostaria de estar fisicamente presente, mas como teve um compromisso noutro sítio, manda-nos água para cima, e é muito bem vinda...
Beijos felinos

PS: mensagem altamente codificada para "os amigos"!

Continuem a mandar postais...


quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Guille no Zorbas com esta excelente "mensagem" não esotérica de Fernando Pessoa

A felicidade exige valentia.
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Walk On

And love is not the easy thing
The only baggage you can bring...
And love is not the easy thing....
The only baggage you can bring
Is all that you can't leave behind

And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it's a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong
Walk on, walk on
What you got they can’t steal it
No they can’t even feel it
Walk on, walk on...
Stay safe tonight
You're packing a suitcase for a place none of us has been
A place that has to be believed to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly, only fly for freedom
Walk on, walk on
What you've got they can't deny it
Can’t sell it, can’t buy it
Walk on, walk on
Stay safe tonight
And I know it aches
And your heart it breaks
And you can only take so much
Walk on, walk on
Home… hard to know what it is if you’ve never had one
Home… I can’t say where it is but I know I'm going home
That's where the hurt is
I know it aches
How your heart it breaks
And you can only take so much
Walk on, walk on
Leave it behind
You've got to leave it behind
All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you steal
All this you can leave behind
All that you reason
All that you sense
All that you speak
All you dress up
All that you scheme…

Lyric: Bono Vox
Music by U2

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

FODA-SE, CARALHO,
A VIDA NÃO É HUMANA...

Desculpem a má educação, mas há momentos na vida em que nos apetece ser assim.
Estou a tentar curar-me das asneiras e, quando penso que já foi, logo uma coisa qualquer me traz de volta à memória o vocabulário vernáculo com que gosto de me exprimir quando a vida corre mal.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

O nosso aniversário adolescente

Ainda não me expressei sobre isto, valores mais altos se têm levantado, mas hoje, dia 14 de Novembro de 2006, o Teatro Tapa Furos celebra 16 anos. É uma convenção como outra coisa qualquer, mas foi a data que definimos como oficial.
A minha aventura começou aos 14 anos, quando encontrei uma rapariga dos escoteiros num intervalo entre as aulas e ela me puxou para a exposição do primeiro ano do grupo de teatro da escola.
A coisa que mais me impressionou, naquele dia e ainda hoje, foi o humor com que me receberam. Desde aí e posso dizer que até agora, conheci o amor da minha vida, adoptei alguns irmãos mais velhos, vivi intensamente estreias, discussões, dificuldades, caminhei ao lado dos meus melhores amigos numa longa estrada (que ainda agora começou), construí uma pequena e aconchegante casa de teatro (por vezes mal cheirosa), acumulei histórias inacreditáveis, dormi muito menos que devia por anos a fio, ganhei estaleca a trabalhar ideias, aprendi a ouvir os outros com respeito, conheci equipamentos de luz e som que desconhecia e aprendi a montar fichas eléctricas, reuni com gente das "instituições", lutei por algo em que acredito com toda a minha energia, aprendi a ser uma pessoa mais construtiva e menos ácida (ainda estamos a trabalhar este ponto), aprendi a trabalhar a sério e com rigor, percebi o que era o mundo das artes, enfim, tornei-me uma pessoa adulta.
Ontem, sim porque os meus catorze anos foram ontem, embarquei numa aventura daquelas que dura para a vida, e hoje tenho muito orgulho nessa aventura.
Para todos os estapafúrdios e amigos, de ontem, de hoje e de sempre:
Por incrível que pareça
Por incrível que pareça
Nao há nada
Não há nada
Que não nos aconteça
Oh sorte malvada
Que vida desgraçada
Ai, ai, ai, aii...
Ai, ai, ai, aiiiii...

PS: para isto não ser uma coisa muito lamechas, é com prazer que vos desejo MUITA MERDA!!!
PS 2: no nosso 16º aniversário acho que mereço comentários no blog, ou não acham?
PS 3: imprimam para o Rui Mário, ele vai gostar de ler.
Os amigos estão obviamente convidados para esta
história de princusas, castalos e...
(não vou dizer asneiras neste blog mais ou menos respeitável).
Dizem que vale mesmo a pena!
Não é ser tendenciosa, mas eu também acho.

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

O SENHOR...

Hoje vinha no metro de Lisboa e ouvi um homem a pedir "pela caridade do Senhor". Fiquei a pensar nisto, como em tantas outras coisas que me parecem sinais do além nos últimos dias.
Bom, primeiro a dúvida existencial, que não é minha, mas das pessoas que pensam mais nisto que eu, QUEM É O SENHOR? Qual Senhor?
Depois, com o meu pragmatismo felino, ocorreu-me que é um bocado pretencioso O SENHOR Omnipresente e Omnipotente deixar uma pobre alma pedir no Metro de Lisboa. Esse mesmo senhor permite coisas que deixam muito a desejar. Em última instância, permite que os homens destruam o mundo, e assiste a isto na bancada vip, com total inércia. Afinal, para que é que precisamos do Senhor? Ele é um bocador ditador, decide quando é que a vida de alguns corre bem ou mal, decide quando é que se nasce e morre, quando é que chove, quando é que a natureza reclama, quando é que a inspiração dos artistas surge para a arte, quando isto e quando aquilo, na verdade, para os seus seguidores, decide tudo. Para os não seguidores, aparece de vez em quando a dizer: eu estou aqui, quer queiras, quer não...
O problema é que me chamam de pecadora e blá, blá, blá, por causa deste Senhor. Mas quem é que sabe o que é que eu ando a fazer na vida, para além desse Senhor que, ao que parece, consegue ver tudo? E com que direito é que se dizem estas coisas?
Estou um bocado irritada, acho mesmo que é um bocado prepotente este Senhor. Estou a pensar nos homens prepotentes que viveram e acho que nem se compara, as coisas que ele já permitiu fazer e de nada serviram para vivermos mais felizes, por isso é que não compreendo para que serve termos assim um SENHOR. Ele é que é o "presidente da junta", daqueles que manda fazer e depois esconde-se e faz de conta que não culpa... Ele sabe onde é que está o maior problema do mundo, onde é que a natureza vai dar de si e onde é que se escondem terroristas malévolos desejosos de explodir um pedaço de terra. Bom, se os americanos sabem disso, vão acusá-lo de ter armas químicas e biológicas e vai ser um sarilho dos grandes.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Aos amigos do A GRANDE

Nestes últimos dias, eu como todos vocês, estamos a viver uma coisa um bocado surrealista. Eu, como vocês, não percebo bem o que aconteceu. Eu, como vocês, penso que ainda é cedo para tudo e mais alguma coisa. Eu, como vocês, amo a vida, é por isso que me custa tanto. Por isso, eu preciso de vos dizer que estão todos na minha esfera mais pequenina, que é aquela que eu guardo para as pessoas mesmo, mesmo, mesmo muito especiais.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Bruno

Não há, em sítio nenhum no planeta, conforto para a tua partida. Conheci-te com 10 anos e ainda hoje recordo a minha primeira imagem desse encontro. É demasiado duro viver sem o amigo mais optimista, com tanto humor e sem má língua. Onde é que estás agora? Precisamos de ti.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Férias II

Em Roma sê Romano!
Um conselho bem aventureiro para quem se arrisca a ir de férias para sítios com gente muito estranha! Bom, mas como não nos arriscámos sobre o verdadeiro desconhecido, achámos que em frança sê francês (pelo menos tenta), seria uma boa dica para a semana por terras francesas que fizémos. Achámos, é bem o termo, porque mesmo na Europa, os acontecimentos bizarros não deixam de nos surpreender.
Resolvemos comer tarde e a más horas durante todos os dias de férias, e em Espanha este não é um problema, porque há sempre algo que se coma em qualquer café. Em França há uma espécie de ditadura das refeições e a partir das duas da tarde já não é possível comer. O que é que nos resta? Comer crepes na rua a tarde inteira... Ou então uma casa de hamburgueres chique (non-stop 11-24h)!
Bom, em Montpellier (uma cidade mais moderna do que esperávamos), lá fomos comer um hamburguer a uma casa pseudo-chique. O fantástico destes sítios é a quantidade de coisas absolutamente bizarras que tropeçam em nós desde que entramos na porta. Esta casa de hamburgueres, cuja decoração era feita com porquinhos e vaquinhas fofinhas, em paredes vermelhas e tinha mesas de design italiano, servia com simpatia mini pratos em menus de 15€ (os mais baratinhos)! Também tinha uma carta de vinhos, facto que me fez pensar que tipo de vinho recomendariam para um Cheeseburger, ou para uma salada de alface.
Mas o elemento mais perturbador desta refeição foi mesmo a chegada do hamburguer à nossa mesa, com talheres! Comer com talheres fast-food deve servir para enganar o estômago, realmente comemos mais devagar, mas se estivessemos no MacDonalds, o hamburguer teria perdido a validade quando acabasse de o comer. Talheres, hamburguer, por mais que pense, não me lembro de ter aprendido com que tipo de faca devemos comer esta invenção americana, será que os franceses inventaram uma propositadamente para isto?
Na próxima viagem que me leve a França vou estar mais atenta ao tipo de talheres que usam para os aperitivos da cerveja...
Um abraço felino,
Zorbas

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Férias I

Primeira impressão de férias fora deste pequeno país...
Bom, toda a gente sabe (dito à Nuno Rogeiro) que Andorra é o principado europeu das COMPRAS, e que aqui se encontra um pouco de tudo. Em qualquer rua de Andorra há mais solicitações de lojas do que nos centros comerciais que povoam o nosso país. Por esta mesma razão, quando saímos de férias de carro, e porque vamos passar na meca das COMPRAS, deixamos sempre coisas para comprar em Andorra. Desta vez, infelizmente, os atacadores das minhas botas de montanha rebentaram (ainda em Madrid), e como o desenrasque poderia ser o meu apelido, lá ficaram as botas com o atacador pendurado, no entanto, preso às anilhas, e a ideia de parar em Andorra para comprar os ditos atacadores.
Parámos ainda de dia numa rua que tinha o chamado hipermercado Andorra (que é uma mega loja em andares, parecida com um armazém chinês). Entrámos e pensámos que seria o sítio ideal para a compra dos ditos atacadores. Percorremos todos os departamentos da loja, incluíndo o das salsichas alemãs (que havia aos magodes), parámos num sector de vinho (com gatão e porto vintage), vimos a área desportiva e percorremos quatro corredores inteirinhos de sapatos, ténis e calçado desportivo. Vimos graxa de sapatos, roupa de neve e livros, no meio disto encontrámos produtos de higiene, cebolas, bolachas e água mineral. Posso continuar animadamente a descrever um sem número de coisas, porque naquele raio de loja existia tudo (até charutos cubanos). Mas atacadores, singelos atacadores para umas fragilizadas botas de montanha, nem vê-los, e a cereja no topo do bolo foi mesmo a resposta que ouvi de um assistente de vendas (que falava todas as línguas que se pudesse imaginar) : Atacadores? Nã... Compre antes umas botas novas!
Em Portugal funciona ao contrário, Botas, Nã... Não há muita escolha! Já atacadores, em qualquer loja de quinquilharia vendem, e nos hipermercados até se pode escolher por cores...
Forte abraço aos habitantes de Andorra que não compram atacadores...
Zorbas

terça-feira, 24 de outubro de 2006

O amigo das montanhas

Hoje queremos mandar para o Bruno, que neste momento está a caminho de uma montanha enorme (gigantesca mesmo), um forte e longo abraço cibernético, com o desejo de que deixe a sua pegada gelada nesse cume!
A propósito de Bruno (os aficionados vão saber o porquê da ligação), a nova fotobiografia daqueles rapazes irlandeses, que cantam umas coisas de vez em quando, está por aí para ser vista, revista e consultada...
Marcamos um encontro com eles na Irlanda, quando acharmos que conseguimos "entrar" num concerto deles lá (e desta vez sem directas para comprar bilhetes).
Um abraço felino,
Zorbas

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Não queremos ofender o BES

Bom, para não haver confusões sobre o Banco mais verde do mercado, eu diria que o tipo do pseudo-assalto em Setúbal apenas escolheu este banco porque é o mais fashion da Banca portuguesa, e apesar da publicidade negativa que promoveu, sabia para onde se dirigir.
Ele tinha tomates, logo não poderia entrar num banco cor-de-rosinha.
Também não iria entrar num Banco vermelho e azul, que ainda por cima é quase espanhol, principalmente porque neste banco (que estava mesmo ao lado) só são mesmo é simpáticos, dinheiro nem vê-lo.
Como é natural, tambem não queria entrar na Banca pública, porque teria que tirar uma senha para pedir um requerimento para poder passar da porta.
O resto dos bancos são confusos ou pequenos, por isso, explicações feitas, o tipo escolheu bem, infelizmente para proporcionar um daqueles momentos televisivos estranhos às quatro da manhã (que só os notívagos de fim de semana vêem) e pelas razões mais absurdas possíveis (assunto que ele resolve com a polícia).
Sobre a Banca, estamos esclarecidos, e esperamos que esta explanação "limpe" o comentário anterior de eventuais más imagens a propósito de bancos importantes para o orçamento familiar de muitas famílias protuguesas...

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Para os amigos do gerente do banco...
















Eu que tenho uma dúvida sobre isto:
Dentro do seu banco, onde encontraria ele o seu gerente de conta?

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Aos amigos trintões...

Os melhores desenhos animados do mundo eram de um traquinas, que vivia em New Orleans, que via o Mississipi, e que todos os dias aprontava alguma travessura.
Dedico aos trintões a letra do genérico desta aventura...


TOM SAWYER

Vês passar o barco
rumando p’ró o sul
Brincando na proa
gostavas de estar
Voa lá no alto
por cima de ti
um grande falcão
és o rei és feliz

E quando tu
vês o Mississipi
tu saltas pela ponte
e voas com a mente

Nuvens de tormentas
Estão sobre ti
Cobrem todo o céu
por cima de ti
Corre agora corre
e te esconderás
entre aquelas plantas
ou te molharás

E sonharás
que és um pirata
tu... sobre uma fragata
tu... sempre à frente de um bom grupo
de raparigas e rapazes

Tu andas sempre descalço, Tom Sawyer
junto ao rio a passear, Tom Sawyer
mil amigos deixarás, aqui e além
descobrir o mundo, viver aventuras (bis)

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

A minha vida dava mesmo um filme de artes marciais

Bom, amigos, demorei imenso tempo a perder as olheiras do último combate a que me dediquei e afinal já tenho as olheiras do próximo que ainda está para vir... Não faz mal, espero, com isto tudo, que um dia me calhe um anjo simpático que me diga: Tu tiveste muito trabalhinho por isso vou dar-te uma saúde de ferro...
Estamos vivos e com vontade de continuar a andar e a fazer e, sobertudo, de por a vida a mexer muito...
Um abraço.
Z

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

A minha vida dava um filme de artes marciais

Pois bem amigos, na verdade não quero dizer nada de especial, apenas isto:
A minha vida poderia ser um filme de artes marciais!
Só e apenas isto.
Amanhã explico melhor o conteúdo desta mensagem.

sábado, 9 de setembro de 2006

Hoje é o dia das partidas...

Bom amigos,
A VIAGEM CHEGOU AO PORTO DE DESTINO.
Vai acabar hoje uma longa aventura com gente de muita garra. Divertimo-nos com estas pessoas por semanas a fio, e só por isso valeu muito esta viagem...
Hoja é o dia das partidas, vamos ser aplicadinhos e ter brio, mas...
Depois contaremos como foi!
A todos os amigos,
Vamos voltar a ter vida normal em breve!
Zorbas

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Não resisti a rapinar esta foto também.



Do blog tapafuros.blogspot.com
(Agência Zero)

quarta-feira, 30 de agosto de 2006


Esta é uma das cenas que se perde quando não se aceita o convite dos amigos para assistir a espectáculos de teatro na Quinta de Regaleira... Mas tuuudo bem!

PS: fotografia "rapinada" do blog tapafuros.blogspot.com, simpaticamente cedida pela Agência Zero.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Um gajo chamado Günter Grass

Parece que toda a gente que se preza tem que falar de um tal Günter Grass (recebeu em tempos um prémio qualquer em Estocolmo). Eu acho por bem falar também, não vá o diabo tecê-las, acrescentando a esta discussão rétorica que não estamos a ver bem a coisa.
O tipo parece que fez uma loucura adolescente, parece que se juntou a uma das instituições mais sanguinárias da Alemanha no século XX, no entanto, como era um período experimental na sua vida, se calhar não lhe deu a devida importância. Parece que só agora, passados muitos anos a discutir os atributos da memória colectiva, lhe pareceu importante revelar que também ele terá sido um jovem inconsciente com borbulhas na cara.
Os pseudo intelectuais que se prezam, não vá o diabo tecê-las para eles também, acham que têm pontos a acrescentar a esta simples revelação. Ora, os intelectuais que se prezam, os pseudo escritores e outros que tais também foram adolescentes (alguns ainda o são) e também cometeram as suas loucuras, que graças a deus não querem partilhar... A diferença porém, é que este alemão que recebeu o tal prémio, parece que está arrependido das suas loucuras, mas a sua massa crítica não lhe permite ver que isso não chega para os seus amigos e inimigos escritores do mundo e pseudo qualquer coisa, ou seja, temos aqui um problema!
O meu ponto, que em tudo se difere dos restantes pontos é:
Será que este tipo viu algum episódio da Heidi na televisão alemã? Qualquer um dos episódios de meia hora teria ajudado a perceber que o mundo se divide entre o "bem" e o "mal"...
Amigos, não nos cabe julgar as loucuras de adolescente de uns e outros, e principalmente não nos cabe julgar aquilo que os outros fazem, a menos que digam qualquer coisa sobre o assunto em eternos livros. Este tipo vende livros como pão quente, está prestes a vender uma pseudo biografia bombástica e isto não é mais do que uma manobra de marketing. A novidade deste assunto hilariante é que todos os pseudo qualquer coisa fazem o mesmo, e a principal explicação não está na aventura de revelar verdades loucas, mas na qualidade de vida que estas pessoas ganham com vendas astronómicas. Este tipo teve esta ideia brilhante na casa de banho e andam por aí uns quantos indignados a debater sabe-se lá o quê!
Vejamos, o mundo seria melhor se algumas pessoas dessem menos uso aos pensamentos de latrina, sobretudo quando estes se tornam criativos!
Forte abraço...

domingo, 27 de agosto de 2006

A vida como ela é!

Estamos em intensa actividade física e cruel, no entanto não queremos deixar de partilhar com os amigos felinos este episódio divino.
Um fim de tarde qualquer, num espaço qualquer, encontram-se seres de outra galáctica, que trazem com eles um guru espiritual! Cantam, rezam e dizem umas quantas coisas lá para eles... Depois de horas nesta pasmaceira, chega a fase da meditação pura, o silêncio e a inspiração para a vida, ou para algo mais... O sinal divino vem numa carrinha nissan, com as luzes acesas a apontar para toda uma plateia de meditadores, contudo eles estavam demasiado concentrados na meditação intergaláctica para perceberem! É assim a vida, o leite só vem por fora quando não estamos a olhar para o fervedor (ou quando seleccionamos demasiado tempo no microndas).
Um abraço.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

A hora da verdade!

Meus amigos, ela chegou! Graças a deus... E não regressa mais! Oh Noddy, Noddy, com o sininho a dar a dar, leva contigo a mil, no teu carro amarelo, um taxi para uma nova era, e traz boas notícias ao mecânico da Ferrari. Para os amigos, partilho a minha loucura com poucas horas de sono por semana, e com os não amigos a vontade que percebam porquê!
E assim escolhemos a fruta boa do cesto.
Estamos vivos e prontos para a próxima actividade intensa da Santa Casa da Misericórdia!
AVISO À NAVEGAÇÃO: esta mensagem está absolutamente codificada para os entendedores da Galáxia estapafúrdica. Aos restantes, a nossas humildes desculpas e para a próxima estaremos lá para vocês também...

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Chegou o verão...

O verão chegou tarde, mas está aí. O principal problema desta estação é mesmo a falta de trânsito durante a horas de ponta, principalmente para as pessoas que vivem na linha de sintra. Vejamos:
Quem vive em Sintra e anda de carro onde é que toma o pequeno almoço? NO CARRO, nem mais, quando o trânsito está demorado até toma a merenda do meio da manhã!
Estas pessoas também conseguem ler as notícias do dia, maquilhar a cara (aliás, para algumas senhoras é só para isso que serve o espelho), conversar sobre os assuntos triviais que não têm lugar em outras horas do dia, e observar os outros, que normalmente pode significar também excelente material de humor.
Quem é que inventou o IC19 sem trânsito? Quando é que estas coisas têm lugar se demorarmos apenas 30 minutos a chegar ao trabalho? Como é que vivemos sem pequeno almoço, sem ler as notícias, sem observar o tipo do lado, como é que vivemos sem isto?
As pessoas sem pequeno almoço ficam mal humuradas, sem um toque de pintura na cara ficam feias (algumas sem a plástica, mas esse pode ser assunto para outro dia), e sem o toque do humor matinal ficam menos interessantes.
O mínimo que nos podem fazer nesta altura é mesmo arranjar umas obras monstruosas que cortem a estrada na hora de ponta. Se mesmo assim não chegar, acho que podem mudar os horários dos transportes públicos, de modo a reduzi-los substancialmente, só para o comum dos mortais permanecer com a qualidade de vida que lhe compete.
Os condutores e trabalhadores de verão agradecem...

terça-feira, 11 de julho de 2006

Futebol...

Não percebo muito de futebol, aliás, não percebo nada! Com espanto dirigi-me aos entendidos treinadores de bancada que conheço e perguntei se a FIFA tinha alterado algumas regras de jogo para este mundial. Responderam-me prontamente que aumentaram as penalizações para agressões e tal, mas que no geral de mantinha tudo na mesma.
Fiquei um bocado baralhada, porque do meu ponto de vista aconteceu algo de novo no futebol. A partir da final do Campeonato do Mundo de 2006, quando um jogador é verbelmente agredido tem uma de duas opções:
a) Dá uma cabeçada na cabeça do agressor e passa a ser arruaceiro, assim como o resto da sua equipa;
b) Dá uma cabeçada no peito do agressor (directamente do coração, tipo reanimação cardíaca) e passa a ser o melhor jogador do torneio.
Se, imaginemos, os árbitros respondessem com tal violência sempre que são verbalmente agredidos, simplesmente já não existiam no jogo, por isso não são eles os responsáveis pelos devaneios dos jogadores, alguém há-se ser...
A FIFA parece-me a cimeira do G8, um bando de gajos a decidir sobre a vida de uns tantos outros gajos, mas com a salvaguarda de nunca se prejudicarem entre si, mesmo que isso signifique a ruína do resto dos gajos que não podem ter lugar na decisão.

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Aos amigos...

A principal caractarística dos amigos que me são próximos é a paciência, por causa do meu mau feitio, claro!
Os amigos que estão comigo desde sempre são aqueles que, mesmo quando a coisa dá para o torto e leva a discussões recambolescas, estão lá para o que der e vier.
O que mais aprecio nas pessoas é a franqueza de lidar com isto, principalmente quando toca a apontar-me o dedo quando cometo erros e a abraçar-me quando a vida me corre bem, mesmo sem meias medidas nem diplomacia, porque sou um osso duro de roer.
Os príncipios que designam esta forma de estar na vida ultrapassam a compreensão racional, já que os meus melhores amigos são aqueles com quem tive as discussões mais loucas, aos berros e com ganas de lhes apertar o pipo, e no entanto, são mesmo os melhores entre todos os outros.
Por isso e por toda a minha indisponibilidade para estar genuinamente convosco nos últimos tempos, um MUITO E MUITO OBRIGADO, e puxem-me as orelhas se assim acharem bem, cá estou para receber o que der e vier.
Beijos para todos os amigos,
para os especiais,
UM FORTE E LONGO ABRAÇO.
L.

terça-feira, 4 de julho de 2006

Tapa Furos a actuar na rua desde 1896 (ou então não)


Dizem as más línguas que
algo está podre no reino da Dinamarca...

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Pantagruel deixa a seguinte mensagem no blog (a gerência felina agradece):

Os vizinhos são (uma das muitas) armas de deus para castigar os pecadores. Realmente não se escolhem e, ao contrário da família que, a determinada altura da tua vida podes optar por manter perto ou fugir dela e ganhares independência, não tens forma de escapar. São os apêndices que ficam do outro lado do muro/parede, quer a fazer "niiiiiiii", quer de copo encostado a escutar, que te vão, gradualmente e em leves prestações, infernizando a vida. Existem vários modelos de vizinhos e, enquanto referes o modelo "apartamento", à que não esquecer os restantes modelos, onde se destacam (pela parte que me toca) o modelo "moradia/aldeola" e, até determinado ponto da minha vida, o modelo "bairro de suburbios de vivenda".

O primeiro modelo, mui reservado e sempre desconfiado, não promove o contacto directo e mantêm-se à distância o mais possível e por quanto tempo conseguirem ("you´re not a local" já havia quem dissesse). Quando pensas que não conheces ninguém no sítio onde moras, podes ter a certeza que TODOS (vizinhos, compadres dos mesmos, comadres, pessoas do café, merceeiro, padre, senhorio e afins) sabem da tua vida privada. Bonito não é? É sim senhor. O problema é quando promoves o primeiro contacto. Aqui começa a doer: olham de lado para ti quando não repetes a proeza ("o quê? já não me fala?!?!"; os teus amigos são estranhos e raramente bem vindos, sendo premiados com um olhar reprovador de "baza!"; se falas mais do que "bom dia" ou "como está?" já pensam "mau! tá a crer saber muito"; fazem "panelinha" para te manteres sempre ligeiramente à parte e, só com referências de pessoas influentes na aldeia, como o senhorio ou o padre ( para este efeito, o merceeiro ou o simpático senhor do café não servem), te esboçam um sorriso. Obviamente o modelo "moradia/aldeola" tem as excepções à regra, que a confirmam, e que se apresentam como pessoas simpáticas e prestáveis que, ao possuírem uma horta no lugar do quintal, te oferecem, de boa vontade, produtos naturais de origem caseira. Estas excepções à regra, por norma geral, promovem o primeiro contacto.

O modelo "bairro de suburbios de vivenda" são aqueles vizinhos que te conheceram a vida toda, amigos dos teus pais e avós, que se referem a ti sempre com o diminutivo de "inho/a" no fim do nome, e que, no caso do sr. do café ou da mercearia, facilmente podias ir buscar coisas sem dinheiro e dizer "a minh'ávó depois paga" sem nunca teres problema. Ao contrário do modelo descrito anteriormente, todos te conhecem e conheces todos, sabendo inclusivé o nome de todos. Simpáticos sempre, têm um problema: quando o verniz estala. A comunidade de bairro é unida e amiga do vizinho, até saberem que alguém foi injuriado por outém teu conhecido ou familiar, ou que chegaste bÊbado a casa e urinaste, por motivos de força maior à porta do café, sem saberes o que fazias, tudo culpa da quantidade de alcool que te corria no sangue. A partir desta instância, o modelo "bairro de suburbios de vivenda" apresenta-se com personalidade multipla: a capa e o que esta esconde. A capa, mantém a simpatia e a amizade referidas anteriormente, quando em confronto directo com a tua pessoa; o que esta esconde, revela-se quando viras as costas e não estás presente: falam mal de ti nas costas, criam e espalham boatos irreais, como que em vez de te estares a aliviar contra a porta do café, estavas na realidade a tentar derreter, com ácido úrico, a fechadura para assaltares o café; e a partir daqui começam os comentários do género "eu sabia! cada vez que vinha pedir um café olhava para tudo", e "nunca me enganou! eu sabia! nunca foi flor que se cheirasse!" ou mesmo "e vinha sempre a rir! ainda nos gozava! eu sempre disse que era má influência para os nossos filhos!"...

Enfim, vizinhos são assim... Não é escolher, é ter sorte e esperar que possamos ser piores para eles do que o são para nós!

Quinta-feira, Junho 29, 2006

Bruno comenta Maxime, vale a pena ler... (obrigada pelo contributo)

Estive há coisa de um mês de visita ao Cabaret Maxime.

Espaço mítico da noite lisboeta, local frequentado em tempos de antanho por (senhoras de profissão duvidosa , mas paradoxalmente, ninguém duvidava de qual seria a profissão das mesmas...) gente boémia das entranhas de Lisboa (essa mole viva, cidade que (quase) nunca dorme, amada por uns, odiada por outros... amada e odiada ao mesmo tempo por uns poucos...)
Fui lá parar por ocasião de um concerto que os Rádio Macau deram em tão peculiar espaço... (não me vou adentrar em descrições ou discrições, apenas direi que o concerto foi soberbo e que a primeira parte serviu de apresentação de cerca de 9 canções que virão a integrar o próx album daquela q é uma das bandas charneira do pop/rock feito em terras de Sua Majestade (D. Duarte Pio de Bragança)).

O que é certo é que o candidato presidencial Manuel João Vieira está a gerir este espaço desde há poucos meses, e apresenta um púgrama imparável de FILMES E CONCERTOS pra quem gosta de sair em Lisboa e ver um concerto sempre às 23h00 (...leia-se "00h30"...), ou aquele filme do qual sempre (...leia-se "nunca") ouviram falar mas não tiveram oportunidade de ver.
Nas últimas semanas passaram por lá nomes tão sonantes como Rádio Macau, Delfins, Vítor Espadinha, Zé Cid (é verdade! E dizem q nesse dia esteve à pinha!), entre muitos outros...
Se escrevo estas linhas é porque penso que aquilo merece uma visita, senão vejam...(e passo a apontar 2 ou 3 razões) :

1ª Razão - O espaço - mantém-se com uma atmosfera anos60 (tal e qual aquilo que era, segundo o meu tio...)/ cabaret / kitsh / red light / (pseudo?)decadente/ meio abandalhado, para a qual contribuem a iluminação e a peculiar arquitectura da sala...
A decoração Kitsh com bonecos e capas de singles que foram sucessos (ou não...) noutros tempos, e cartazes como o que segue em anexo...

2ª Razão - A fauna - Para além da malta (+ ou -) jovem que frequenta o local (os chamados trintões...) que vão em busca do convívio e do concerto, encontramos espécimes de fauna em vias de extinção, tal como o empregado que já lá deve andar desde os (já referidos) anos60, com o seu colete e camisa branco (amarelado) sujo, passando por alguns dinossáurios que já lá devem andar desde o tempo em que ainda tinham vinte e tal anos (equivalente a 35 nos dias de hoje) e a camisa do outro ainda era branca! Andava lá um que só visto... parecia saido de um filme... E o gajo que andava a fotografar o concerto? Um cota pseudo hippie com rabo de cavalo à Frank Zappa, bigode à Júlio Pereira, e barbicha à Fu Manchu, que ainda por cima cantava as letras das músicas todas... mas sem saber nenhuma?

3ª Razão - Os concertos - São bons (pra quem gosta...), (pra quem gosta muito são mesmo muita bons... pra quem não gosta são uma merda...) esão relativamente baratos, pagam-se 10 aerios (se bem me lembro) e ainda se tem direito a 2 bebidas.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Vizinhos, quem os não tem?

Conhecem a expressão:
A família não se escolhe? Eu acho que os vizinhos também não, normalmente vêm no pacote da casa (mesmo que se trate de uma vivenda) e só começam a ser incómodos, mal educados, barulhentos e irritantes quando já nos instalámos, quando achamos que aquela casa é para ficar, etc., etc., etc..
Depois entram em cena as reuniões de condomínio, que no início têm um certo polimento (a maioria das pessoas leva um certo tempo a revelar-se), e depois começam a descambar. A vizinha, que nos parecia simpática começa a não falar conosco, o vizinho que não deixava a porta bater começa a atirá-la, o cão que não nos incomodava começa a ladrar às 4 da manhã, e assim se torna interessante viver num apartamento.
O melhor desta fase da vida é começar a olhar para os defeitos destas pessoas quando os problemas começam a surgir, e resolver com ironia aquilo que outros resolvem com gritaria. A vizinha simpática, afinal, tem uma placa nos dentes que mexe sempre que ela grita (deve ter a ver com a forma como ela abre a boca para o fazer), e começamos a ter que conter o riso sempre que ela se expressa numa reunião de condomínio. O vizinho que atira com a porta tem um problema de entupimento de canos, e começa a ter a água da sanita a saltar para a casa de banho. O cão que ladra a horas tardias passa a roer o tapete da vizinha que grita e tem placa, e também a deixar pulgas no tapete do vizinho que bate com a porta.
E nós, como estamos nisto tudo? Entramos fora de horas, saímos primeiro que todos e ignoramos os pequenos dramas domésticos de cada um.
No entanto, preparamo-nos para que, num certo dia, uma bomba nos rebente em casa (só porque afinal não temos nada para apontar à vizinhança). Quando a bomba estiver prestes a rebentar, passamos a batata quente ao vizinho do lado.
E assim se gere um condomínio de gente supostamente educada.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Cá estamos...

Hoje não estamos com vontade de comentar coisas interessantes que se passam no país.
Hoje temos mesmo é vontade de reclamar com um senhor presidente de um tal banco central europeu, que resolve o problema da falta de criatividade da economia europeia com um pontapé na solidariedade que funda uma certa união de um tal continente, onde parece que residimos todos.
Infelizmente este senhor não é holandês, poderiamos resolver isto com uma cabeçada e ele ainda sofria um cartão amarelo...
Por isso, como bons portugueses, resta-nos dizer: CÁ ESTAMOS... ESPERAMOS POR DIAS MELHORES (dias em que os 25% de população activa que de facto produz neste país consiga ter dias produtivos mais alargados e passe a não usufruir de reformas).

quinta-feira, 1 de junho de 2006

O país do Velho do Restelo...

Estamos velhos, assim dizem os jornais. Mas não estivemos sempre?
Amigos parece ser um assunto sério, de facto estamos todos velhos (mesmo os adolescentes que ainda não sabem o que é esquecerem-se de coisas mesmo importantes). A velhice anda por aí a atacar e ao que parece não poupa ninguém...
Mas como é que é possível não estar velho num país que desperdiça juventude? Nós criámos uma figura literária chamada Velho do Restelo, enquanto pela Europa fora se escrevia sobre heróis jovens e cheios de energia para dar ao mundo. O índice demográfico com uma pirâmide invertida não explica as questões de fundo, o Camões já o sabia muito bem, foi por isso que avançou com tal figura... NÓS SOMOS MESMO VELHOS! Mesmo antes do tempo, a idade mental deste país situa-se entre a pré-reforma e o pré-internamento num lar de idosos (depois disso já não se consegue avaliar a idade porque as pessoas parece que voltam a ser tratadas como crianças).
Intrigou-me sempre a possibilidade que os jovens têm de educar filhos neste país, pensando bem, como será que os jovens têm filhos neste país? Sejamos honestos, é preciso ser-se um pouco louco para pensar no futuro dos nossos potenciais filhos, quando não conseguimos imaginar o nosso.
Acho interessante que nos digam que agora é a nossa vez de lutar, mas por quem e para quê? Alguma vez se preocuparam com o meu futuro? O cheque em branco para o sucessivos governos incompetentes incluia um agravamento especial para as gerações de jovens eleitores? É que não sabiamos que o país estava disposto a ignorar os problemas de jovens trabalhadores por tanto tempo. Se imaginassemos que ia ser assim teriamos passado esta interessante fase da vida e escolhiamos a pré-reforma (agora está na moda para toda uma geração de jovens idosos), antes de sabermos como era não conseguirmos arranjar um emprego decente.
Será que a integração dos jovens na sociedade activa implica que não se construam tantas auto-estradas, ou podiamos ter dispensado estádios de futebol? Se calhar não precisamos de tantos gestores de topo, já que aparentemente eles gerem muitissimo bem a sua conta bancária, e com resultados menos satisfatórios os destinos deste país. Parece que estes cargos controlam mais os nossos destinos que muitos ministros e secretários de estado, mas melhor que tudo, parece que estas pessoas é que impedem uma geração nova de entrar a valer para a força produtiva deste país. Afinal parece que o despotismo não acabou, mas agora está, acima de tudo, numa certa classe mediana de gestores, que não tendo poderes e nem responsabilidades para governar, consegue travar as boas intenções de qualquer político que se preze.
Sem querer cobrar nada a ninguém, porque em matéria de educação os meus pais fizeram um excelente trabalho, acho que aquele contributo que os jovens estariam dispostos a dar ao país, este está pouco interessado em receber, trata-se de massa crítica.
Para reclamações sobre o envelhecimento da população portuguesa chegam-nos os velhos dos marretas!... Sejam um pouco mais criativos e pragmáticos, e por favor despeçam os "velhotes" amigos dos amigos dos amigos dos vizinhos que ocupam cargos que não deviam e para os quais não estão preparados!
Já agora que estamos com esta pedinchice, será que não se arranja um herói jovem, forte e cheio de coragem que nos faça sonhar um bocadinho? Estamos mesmo a precisar...

Queremos uma pausa na loucura do mundo!
Acham que podem fazer um time break?
Podia ser uma coisa tipo pausa para a publicidade,
talvez por uns duzentos aninhos, não?
Nós prometemos que não saímos no intervalo...

domingo, 21 de maio de 2006

O supermercado é uma escola da vida!...

Uma hora de compras num supermercado pode revelar-se num óptimo estímulo para pensar nas coisas consideradas indispensáveis para a nossa existência. A primeira vez que reparei objectivamente no valor do Imposto de Valor Acrescentado (vulgarmente conhecido como IVA) foi no dia que resolvi oferecer fraldas a uns amigos que aderiram à aventura da paternidade, e que no caso deles foi de facto uma aventura já que de uma só vez foram pais a dobrar...
Nesse dia, quando me dirigi à secção infantil e me deparei com o valor do IVA associado a todos os produtos ali expostos fiquei surpreendida com a variedade de coisas consideradas dispensáveis (segundo os parâmetros do IVA) para a pequenada. As fraldas descartáveis são dispensáveis, este país precisa de um estímulo ecológico para lavar fraldas de criança no já esquecido tanque da roupa. Como seria de esperar, a gama de produtos de higiene infantil também é completamente dispensável, já que mantém os mesmos 21% que as fraldas. A roupa, seja de que tipo for, também entra neste lote, já que a pequenada pode perfeitamente andar como veio ao mundo e sem tomar grandes banhos para não pagar imposto (de qualquer forma todos tivemos um estágio de uns meses na barriga da mamã, que nos serviu de banho para o resto da vida, esperemos!) os brinquedos são igualmente dispensáveis! Portanto, crianças, a vossa existência, segundo estes parâmetros, resume-se a beber leitinho e água, de preferência da torneira que é "mais em conta" e podem também ler um livrinho, de vez em quando.
Continuei depois pelo supermercado fora constatei que devemos todos estar muito enganados quanto a prioridades! Imagine-se que os produtos de limpeza todos têm 21% de IVA, seja para a casa, para pessoas ou animais. Portanto, ao abrigo deste imposto, devemos fugir de qualquer tipo de limpeza, esta é completamente dispensável e fútil na nossa existência (se eu soubesse disto quando me obrigavam a arrumar e a limpar o quarto!), andemos sujinhos e quanto à casa chega varrer (as vassouras têm evidentemente 21% de IVA, mas vamos lá, são uma excentricidade e podemos comprar apenas uma para o resto da vida), tudo o resto é apenas mariquice moderna. A higiene íntima é também um pouquinho problemática! Vejamos: o sabão, mesmo o reles azul e branco, é dispensável, assim como o sabonete para o banho, o champô, a pasta de dentes, os produtos para a barba, os pensos higiénicos, e todos os suplementos ritualísticos diários de cada um. Mas a cereja no topo deste bolo é mesmo o papel higiénico, completamente inútil, ao que parece, segundo as normas do IVA, com a sua percentagem de 21% de imposto, mesmo aquele reles de uma única folha que arranha o rabo (cuidadinho com o que comem, qualquer diarreia pode significar um tombo no orçamento doméstico).
Cheguei depois à secção alimentar e descobri a percentagem de 12%! Meus amigos é melhor beber vinho do que tomar banho! Agora percebo o conceito de SPA vinícula! Também é melhor comer pão com a percentagem de 5% de IVA, do que cereais de pequeno almoço com 21% (não sei onde os nutricionistas estão com a cabeça) e leitinho também pode ser, mas sem nada porque tudo o que se junta ao leite é dispensável. Pode sempre beber-se leite lendo um livrinho de como perder peso de forma inteligente, mas estimular o ouvido com cds, mesmo que sejam de auto-ajuda com pan pipes ou baleias, para se conseguir enfentrar um doméstico drama orçamental, impossível e proibitivo! Leite, vinho e pão tudo bem, mas nunca cereais de pequeno almoço! Afinal sempre há um fundo de razão no consumo de sopas de cavalo cansado (com pão e vinho)!
Mas, ainda melhor que beber vinho é: pan pan pan pan... pausa cénica, COCA COLA! Nem mais, é indispensável na nossa alimentação diária, assim como o arroz, as batatas, as cenouras, a couve, os brócolos, a fruta, o atúm de conserva, as massas de qualquer tipo, algumas bebidas mais ousadas, e pasme-se, é melhor que iogurtes, queijo, ou mesmo manteiga!
Portanto, como conclusão desta ida ao supermercado eu resolvi consumir apenas produtos com percentagem de IVA aceitável, e como calculam, não me posso lavar, não posso ir à casa de banho, esse tipo de necessidade fisiológica é absolutamente inútil (faz-nos perder tempo e dinheiro), passei a beber leite sem nada, vinho e coca cola, e como é evidente, aboli as prendas infantis!
Agora a sério, quem são as pessoas iluminadas que decidem sobre estes assuntos? Estou absolutamente intrigada com a sobrevivência de alguns produtos alimentares! A ideia de multinacional imperialista como explicação para a percentagem incrivel de imposto na coca cola acho que não é suficiente, a Kellogs também anda por aí e vende que se farta! É claro que não tem anúncios charmosos e o apoio dos tipos dos restaurantes, dos mais finos aos tascómetros, a promover a importância dos cereais de pequeno almoço a acompanhar uma bela refeição, como fazem para nos impingir bebidas e sobremesas. Digamos que falta à Kellogs aquela máxima que começou com o champô do dois em um, não apenas cereais, mas outra coisa qualquer, como o refrigerante medicamento e em simultâneo desentupidor de canos... Bom, têm sempre o milho transgénico e aparentemente saudável, devidamente regulamentado pela nossa União Europeia, mas pelos vistos não chega!
Também não percebo como é que as marcas do papel higiénico ainda não se lembraram de mandar mensagens subliminares aos políticos nos rolos de folha dupla, podiam incluir na promoção das marcas um item exclusivamente político, apenas vendido em ministérios e secretarias de estado, de preferência ligadas à gestão dos impostos e à economia em geral, a reivindicar o estatuto da coca cola!
Mas quem é que decidiu que era mais importante o consumo de refrigerantes que o de papel higiénico? Já agora, quem é que achou que não precisamos de tomar banho, mas podemos cultivar o gosto pela leitura com livros e jornais? Acho que a leitura é importante e desenvolve o cérebro, mas não pensaram também nos riscos de entupimento dos esgotos que se correm ao estimular este exercício. O povo lê, mas pouco, e aquilo que melhor se adapta ao nosso panorama nacional actual é a leitura de contas de supermercado, não se lêm muitos livros como é sabido. Por isso, cada vez que alguém olha para uma conta (em papel que não é biodegradável) e pensa que se esqueceu de papel higiénico (com os seus 21% de IVA), então destina ao nobre talão um fim útil, para não ter que pagar mais nada!

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Oitocentos-euristas...

Simpaticamente o Pedro enviou-me este texto sobre um retrato espanhol desta geração errante ou talvez não, e aqui estou a partilhá-lo convosco! Já agora, a acrescentar a este extenso comentário gostaria de saber quantos dos meus amigos assinaram contratos de trabalho em toda a sua experiência laboral! O meu pai, com esta nossa idade, teria já assinado uns 10 contratos e contava já com 15 anos de trabalho remunerado.
Forte abraço aos oitocentos-euristas portugueses.


Artigo do "El País" de 23 de Outubro de 2005. Em Portugal o mesmo artigo poderia chamar-se "A geração dos oitocentos euros".

La generación de los mil euros
Pertenecen a la generación más preparada de la historia de España. Rondan la treintena, son universitarios y saben idiomas. Pero los bajos sueldos, la sobreabundancia de titulados y los cambios sociales les han impedido llegar a donde pensaban llegar. Comparten piso; no tienen coche, ni casa, ni hijos y ya se han dado cuenta de que el futuro no estaba donde creían
ANTONIO JIMÉNEZ BARCA
A mediados de agosto llegó una carta a este periódico que anunciaba la aparición de una nueva clase social. Se titulaba Soy mileurista y decía, entre otras cosas, lo siguiente: "El mileurista es aquel joven licenciado, con idiomas, posgrados, másters y cursillos (...) que no gana más de 1.000 euros. Gasta más de un tercio de su sueldo en alquiler, porque le gusta la ciudad. No ahorra, no tiene casa, no tiene coche, no tiene hijos, vive al día... A veces es divertido, pero ya cansa (...)". La autora, Carolina Alguacil, de 27 años, reside en el centro de Barcelona y trabaja en una agencia de publicidad. Inventó el término -y decidió escribir la carta- después de pasar unos días en Alemania y comparar, con un sentimiento a medio camino entre la rabia y la envidia, cómo vivían sus amigos berlineses y cómo vivían ella y sus amigos españoles.
Carolina comparte su casa con otras tres chicas de 25, 29 y 29 años. Ninguna gana lo suficiente como para alquilarse un apartamento. Pagan 360 por cabeza y conforman una extraña familia unida cuyos miembros hace un año no se conocían de nada. "Toda la gente con la que voy es así", añade Carolina, "tengo una amiga que trabaja en una editorial de Madrid por 1.000 euros; mi hermano es ingeniero en Andalucía y lo mismo, mi cuñada es licenciada en Medio Ambiente y también. Todos estamos igual, y no es que vivamos mal, porque para algunos somos unos privilegiados, pero no es lo que esperábamos".
Un reciente informe de la Unión Europea, el Eurydice, le da la razón: sólo el 40% de los universitarios tiene en España un trabajo acorde con su nivel de estudios, y la tasa de paro entre los titulados de 25 y 34 años es del 11,5%, una de las más altas de Europa, que se sitúa en un 6,5%.
A pesar de esto, y de lo que piensa Carolina, no es un fenómeno exclusivo de España. El sociólogo francés y profesor de ciencias políticas Louis Chauvel aseguraba en el Nouvel Observateur que los pobres del siglo XIX y principios del XX (los obreros sin cualificación, los agricultores o los ancianos) pertenecen a una sociedad que desaparece. "Y los nuevos pobres de hoy en día son los jóvenes", añadía.
Los nacidos entre 1965 y 1980, esto es, los españoles que, en un extremo de la horquilla, van dejando atrás la juventud, como Carolina y sus compañeras, y en el otro comienzan a apropiarse del poder, disfrutaron de una niñez dorada, de unos padres abnegados y responsables y de un país moderno y optimista que navegaba viento del desarrollismo en popa. Sortearon dos crisis económicas (la del 74 y la del 92), pero nadie dudó por entonces de que esa generación, la más preparada de la historia de España, la más numerosa, la del baby boom, no fuera a vivir mejor que la precedente, que todas las precedentes.
Lógicas expectativas
Y no ha sido así, y en eso radica buena parte del problema, según apunta el sociólogo Enrique Gil Calvo. "Con estos jóvenes se crearon unas lógicas expectativas. La generación anterior, la mía y la de mis hermanos menores (yo nací en el 46), creció con las vacas gordas, pudo cumplir el sueño de matar al padre, esto es, de superarlo en todo: mejor casa que los padres, mejores trabajos... Pero para estos mileuristas, que han tenido, paradójicamente, mejores oportunidades en forma de estudio, el futuro no estaba donde debía de estar", explica.
Carolina dispone de dos horas para comer. Hoy acude a un restaurante de a siete euros el menú que no puede permitirse siempre.Pide un guiso indio con garbanzos y cuenta: "Yo quería trabajar en el cine, como productora o algo así, pero pronto me di cuenta de que no podría. Bueno. Eso pasa. Y no me desanimó. Lo peor es que no sé lo que va a pasar conmigo. Una familia como la de mis padres ya no es el objetivo, pero ¿cuál es el objetivo?".
Ella no experimenta ninguna sensación de fracaso. Pero habla de un desánimo grande al definir la actitud de muchos de sus amigos o conocidos. Porque conforme va cumpliendo años, el mileurista se va cargando de amargura.
Belén Bañeres tiene 37 años, vive en Madrid y la sensación "de ir llegando tarde a todo". Estudió psicología y no hizo oposiciones al PIR (el MIR de los psicólogos) en un primer momento. Cuando quiso hacerlo, no hubo plaza. Lleva saltando de trabajo en trabajo más de 14 años. Jamás ha desempeñado un puesto acorde con los estudios que llevó a cabo. Jamás ha cobrado más de 1.000 euros brutos al mes. Sólo desde hace un año goza de un contrato indefinido como auxiliar administrativo. Desde entonces vive con su pareja (otro treintañero universitario con un sueldo de 1.000 euros) en un piso de alquiler. Ve casi imposible tener una casa propia. Ve muy difícil tener hijos. "Con la de horas que trabajamos los dos no podría cuidar ni de un perro", dice. Y después de haber resumido así su biografía, concluye: "Y también tengo la sensación de que me han robado la vida".
Un amigo de Belén que prefiere no dar su nombre, con un exclusivo máster a cuestas de informática aplicada a ciencias biológicas, trabajó durante casi un año de teleoperador en el 11888. "Y no era el único universitario: eso estaba lleno de gente preparadísima con carreras, idiomas y cursos de esto y de lo otro que, en un momento dado y si hacía falta, contestaba en alemán al que llamaba", cuenta.
Luis Garrido, catedrático de Sociología de la UNED, considera que una de las claves de este desánimo está en la sobreabundancia de universitarios. "Cuando yo, que nací en 1956, estudiaba, sólo el 10% de los jóvenes, la inmensa mayoría chicos, conseguía una licenciatura universitaria. Está claro que ese 10% copó los puestos de élite de esta generación, la del 68, que arrasó. Y que mis coetáneos vimos que estudiando en la Universidad se llegaba lejos y se lo transmitió a sus hijos".
Garrido continúa: "A partir de los ochenta, el porcentaje de estudiantes universitarios se multiplicó, sobrepasando el 30% y sumando a las mujeres, que se incorporaron de forma masiva. Se produjo un vuelco educativo tremendo, incomparable a cualquier otro país europeo. Y no ha habido puestos buenos para todos. Por mucho que queramos, no hay. Y se ha creado un número indeterminado de jóvenes frustrados, con una larga trayectoria estudiantil, que no ha rendido, que no ha ganado lo suficiente...".
Como Belén o como su amigo el ex teleoperador, que no encontraron trabajo al salir de la Universidad. Ellos, y muchos otros, siguieron estudiando en un intento de sobresalir: un máster, un doctorado, más cursillos... y cada vez más años, más necesidades y más exigencias para un puesto de trabajo especializado y bien pagado que no aparece: un circulo vicioso que recuerda a los que trazan los ratones de laboratorio buscando desesperadamente inútiles salidas a laberintos trucados sin salida.
Y los más jóvenes de esta generación tampoco lo tienen más fácil. Daniel Castillejo, sevillano de 29 años, lo ejemplifica: "Soy arquitecto, hablo tres idiomas, y no llego a 1.000 euros de sueldo al mes por trabajar, sin contrato, en un estudio. Jamás he tenido un contrato, ni vacaciones, ni pagas extras, voy en un coche de hace 15 años y este mes he renunciado a comprar diariamente el periódico porque no me puedo permitir gastar 30 euros más. Vivo de alquiler con mi novia y yo no creo que nos hayan estafado: yo creo que nos están tirando a la basura".
De cualquier manera, tanto el sociólogo Garrido como Miguel Requena, otro profesor de sociología de la UNED, coinciden en no dramatizar demasiado: "Las condiciones de vida de los jóvenes de ahora, en su mayoría, son mucho mejores que las de la mayoría de los jóvenes de los años cincuenta o sesenta, y no digamos anteriores".
Carolina, los martes y los jueves, va a clases de iniciación al baile flamenco en la academia Flamenkita. Paga por ellas 50 euros al mes. Una hora da para poco: movimientos de muñeca, unos pasos de fandango... Pero a Carolina le basta porque mientras baila se relaja. Eso sí, como buen mileurista, ha tenido que elegir: "Me apunté a flamenco y me borré de la piscina, porque las dos cosas no podía pagar".
Más que amigas
Ya es de noche cuando vuelve en autobús a su casa. Allí se encuentran ya sus tres compañeras de piso. Se sientan en el sofá del salón. Laura Caro tiene 29 años, es economista, especialista de marketing y ahorra para pagarse un segundo máster; Ainara Barrenechea tiene 24, cursó derecho y trabaja en el departamento de contabilidad de una gran empresa; Belén Simón, de 29 años, hizo historia del arte y se gana la vida en un centro cultural. Se preguntan unas a otras que qué tal el día. Son más que compañeras de piso: son amigas. O, tal vez, la frase es al revés. Son más que amigas: son compañeras de piso. Y con la casa, comparten la su vida.
Laura, la más mayor, es la que más resueltamente critica lo que le rodea: "Yo he ido a un banco a pedir una hipoteca y me han dicho que no porque no entro en el baremo. Llevo 19 años estudiando, voy a seguir estudiando no sé cuántos más y no entro en el baremo...".
Las cuatro cuentan con contrato. Ahora. Porque todas han coleccionado relaciones laborales de todo tipo. Se han aprovechado de la última marea económica: en 1995 trabajaban 12 millones de personas; ahora lo hacen 19. Pero han sido víctimas de la precariedad laboral que se ha venido cebando con los jóvenes de esta generación: en 2004, el 52% de los contratos firmados por jóvenes de 30 años fue temporal. Y esto es algo que viene de lejos: en 1995, esta tasa llegaba al 62%.
A medio camino
Y sobre todo, con sus 1.000 euros al mes, se han quedado colgadas, a medio camino de la emancipación (independientes de sus padres, dependientes de sus compañeros de piso), asistiendo estupefactas, junto con millones de jóvenes, al meteórico aumento del precio de la vivienda: en 1993, un piso de 100 metros en una capital de provincia costaba en España, de media, 91.000 euros. Hoy, ese mismo piso vale 228.000. Los que compraron hace 10 años habrán hecho la inversión de su vida. Los que no pudieron, vivirán condenados a compartir piso toda su existencia o, en el mejor de los casos, a "entrar en el baremo" y firmar una hipoteca a 30, 35 o 40 años que liquidarán a las puertas de la jubilación.
Los sociólogos coinciden en el carácter imprevisible de esta generación, en su marchamo original, en su necesidad de ir rompiendo moldes y en la incertidumbre que les rodeará a lo largo de su vida. Tal vez porque han sido siempre muchos en un tiempo demasiado convulso. En los años sesenta y setenta nacían al año más de 650.000 niños. En 1997, sólo 366.000, según el Instituto Nacional de Estadística.
Así, cuando los ahora mileuristas estudiaron EGB o BUP, cada aula contaba con 45 alumnos como mínimo. Cuando llegaron a la Universidad, se la encontraron repleta, y muchos no pudieron estudiar lo que desearon como primera opción. Después, no ha habido trabajo cualificado para todos, y los expertos vaticinan un colapso en las pensiones a no ser que trabajen mucho más de los 65 años.
Sus padres crecieron deprisa y se cargaron de responsabilidades pronto. A la edad de Carolina, o Laura, sus padres ya habían comprado (o casi) una casa. Carolina sólo cuenta con la cama de su habitación, una mesa de estudio que duerme plegada en un rincón y un aparador rojo de diseño donde coloca sus libros.
Estos mismos padres mantuvieron una tasa de natalidad que rondaba la de tres hijos por mujer fértil. Pero precisamente estos hijos la hundieron, a finales de los noventa, hasta un 1,1, la más baja del mundo. No porque no quieran, sino porque el reloj biológico no contiene años suficientes para alcanzar el estatus que, a su juicio, necesitan para reproducirse.
En el apartamento de Barcelona, las cuatro chicas discuten sobre esto. Y Carolina asegura: "Sí, no sabemos lo que será de nosotros. Esta cosa de vivir al día da libertad, porque no tienes nada fijo y puedes permitirte, en un momento dado, irte lejos, sin consultarlo con nadie, romper con todo. Eso es verdad. Pero yo echo de menos cierta seguridad. Lo del día a día lo llevamos haciendo tanto tiempo que... ya cansa".
"Ya han tenido tiempo de darse cuenta", concluye Gil Calvo, "de que el porvenir ya no se escribe más como en las viejas novelas, en las que el personaje empezaba mal, desde abajo, y terminaba bien, triunfando, arriba. El porvenir ya no va en línea recta. Por eso parece que dan vueltas, que deambulan continuamente, sin encontrar la salida". Como los ratoncitos de los laboratorios.
Son las once de la noche. El piso de Carolina, Laura, Ainara y Belén comienza a poblarse: amigos y amigas de una o de otra que se dejan caer, que se suman a la conversación. Se sacan latas de cerveza que abarrotan la mesa bajera. Se habla mucho, se ríe, se hacen planes para salir. Carolina sonríe: "Así es siempre, viene gente imprevista, mucha gente, como cuando éramos estudiantes, es una vida como de eterno estudiante. Lo malo es que ya no somos estudiantes. Es divertido, pero..."
Pero ya cansa.
La aventura de irse de casa de los padres
EL 30% DE LOS JÓVENES españoles con edades comprendidas entre los 30 y 35 años vive aún con sus padres; si la estadística se ocupa de los que tienen entre 25 y 29 años, entonces la cifra se eleva hasta el 63%. Y hasta el 95% si se trata de jóvenes entre los 18 y los 25 años. Son datos del Instituto de la Juventud e indican el escasísimo grado de emancipación de la sociedad española, impensable en países del norte de Europa o Estados Unidos.
El catedrático de Economía de la Universidad Carlos III de Madrid, Javier Ruiz Castillo, cita ciertos factores con los que se tiende a solventar el asunto: "Juventud acomodaticia, padres tolerantes; una cultura, la del sur de Europa, que propende a una familia grande... Pero luego he hecho estudios y se llega a la conclusión, que no por evidente se tiene que dejar de citar, de que los jóvenes que viven en ciudades con menos paro o con viviendas más baratas se independizan antes". Este catedrático hizo otro estudio a principios de los noventa, en el que quiso demostrar qué sector de la población vivía mejor. Un trabajador menor de 30 años con un hijo obtenía casi la media: 100. Un trabajador cualificado de cierta edad, soltero, obtenía un 184, el primer puesto. ¡Y un universitario viviendo en casa de sus padres, un 154! "Esto quiere decir que eran, y son, los reyes del mambo, e independizarse implica perder mucho", añade.
El sociólogo Enrique Gil Calvo explica lo mismo a su manera: "Cuando no resulta posible emanciparse adquiriendo una posición social equiparable a la que se disfruta con sus padres, entonces parece más racional aplazar la decisión de emanciparse. Es una pura estrategia familiar de ascensión social,
y eso lo hacen tanto las familias acomodadas como las desfavorecidas, las de izquierda como las de derecha".
Y Juan Carlos Martínez, mileurista de 33 años, a la suya: "Trabajo desde hace nueve años como comercial. Gano alrededor de 1.100 euros brutos al mes. Y he intentado independizarme dos veces: la primera me fui con mi hermana; la segunda, con amigos. Las dos veces fracasé y he vuelto con mis padres. No es que no pueda. Pero con lo que gano, si pago unos 600 euros de alquiler de un piso, 200 de la letra del coche (lo necesito para trabajar) y 200 más para comida, no me queda nada. Y como yo estoy fuera de casa todo el día gasto, mínimo, seis euros al día, entre tabaco y tal; así que se acabó. Cuando vivía independiente (independiente es un decir, porque estaba con mi hermana o con compañeros de piso...) no podía salir, ni viajar, ni comprarme ropa, ni nada...; no vivía, sólo sobrevivía. Y yo quería cierta calidad de vida. La misma que tenía en casa de mis padres. Por eso volví. Por eso espero a que me vayan mejor las cosas para irme otra vez".

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Chegou o verão

Quando era muito jovem acordava com os sentidos alerta para o mundo. Vivia com energia para mim e para os que estavam comigo. Sentava-me à mesa só quando era absolutamente necessário comer e corria para a vida a toda a hora. Tinha sempre vontade para fazer tudo e tinha a alcunha de verbo ir. Hoje em dia, em boa verdade nada mudou, simplesmente faço tudo a correr e obrigada pela responsabilidade, mas tenho vontade de viver a andar...
VIVA A PREGUIÇA E AS HORAS SEM FAZER NADA NA AREIA DA PRAIA!

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Pelo menos estamos no ranking...

Um estudo internacional revela que Portugal se encontra no 43.º lugar de um ranking de 60 economias mundiais. Como vinha no jornal Público (11-05-2005):

Portugal subiu duas posições no ranking de competitividade do Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Gestão (IMD), ocupando agora o 43º lugar, interrompendo a tendência descendente que apresentava desde 2001.(...)
O IMD subdivide o índice geral por dimensão da população, regiões e Produto Interno Bruto (PIB) por habitante. No primeiro, relativo ao grupo das economias com menos de 20 milhões de habitantes, Portugal ocupa a 26ª posição entre 31 países, o que constitui uma recuperação face ao 28º lugar da edição anterior. (...)
Os rankings são baseados em 312 critérios, que se dividem em 126 indicadores estatísticos extraídos de informação disponibilizada por organizações internacionais, nacionais e regionais; 113 baseados em inquéritos de opinião; e 73 que são apresentados como informação de background mas não utilizados na construção das ordenações.

Como será que conseguimos enganar os países atrás de nós? Bem vistas as coisas se contarmos com as economias da Europa, dos EUA e do Canadá teremos 30 lugares preenchidos (a contar com a Suíça), se a estes juntarmos a do Japão, da China e de um ou outro país mais ou menos desenvolvido encontramos aí a explicação para o nosso 43.º lugar neste ranking.
A iliteracia portuguesa também terá feito das suas e as entidades portuguesas responsáveis pelo inquérito terão tido algumas dificuldades em responder a tantas perguntas, principalmente nas situações em que não havia escolha múltipla!
Na verdade, os países que não conseguiram ultrapassar-nos estão a meio caminho de chegar à bancarrota ou ao golpe de estado, ou então são os principais responsáveis pelos consecutivos aumentos de petróleo e da nossa pobreza interna.
Bom, mas mesmo a sério, como é possível que neste país de praias, sol e mar, ainda não nos tenhamos rendido a um espírito mais relaxado e descontraído? É que o faducho e a triste sina portuguesa já passaram de moda! E a descontração pode mesmo vir a ser o caminho para finalmente passarmos a estar no terceiro mundo com orgulho e perdermos de vez as aspirações a primeiro.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Distribuição de miolos

Onde estavam algumas pessoas quando foi a distribuição de miolos?
Parece pertinente perguntar se algumas pessoas faltaram nesse dia, já que acontecem coisas mirabolantes com certos elementos estranhos com que nos cruzamos por aí...
Imaginem que vão a uma bomba de gasolina encher o depósito de combustível e a pessoa que trabalha na bomba vem ter convosco porque percebe que algo não está a funcionar naquele preciso momento. A pessoa em questão esforça-se por vos dar uma ajuda (na bomba de gasolina junto ao vosso carro com a "pistola" de combustível na mão) e até vos explica o que está a acontecer, parece que está relacionado com o ar no depósito... Prestável, é um facto! Não fosse ser funcionário de uma BOMBA DE GASOLINA e ter um cigarro aceso NA BOCA e eu dira que não só era prestável e simpático como inteligente!

Folgamos em sabê-lo!

Há coisas na vida que nos fazem crescer e pensar, mas não quero falar disso hoje, quero apenas falar de momentos políticos portugueses cheios de humor britânico nonsense.
Ouvi na rádio o sr. presidente da Associação de Municípios do Algarve falar sobre o abastecimento de água que felizmente chega para este ano e até para meados do próximo. Este aviso é o primeiro sinal de época balnear, já que funciona como convite para o turismo de verão com lucros imbatíveis quando comparados com outras regiões de turismo do país. Dá, portanto, muito jeito que se façam estes comentário no início da época balnear, para que o Algarve cheio de betão à beira mar e campos de golfe em todo o lado lá receba o seu lucro turístico.
Acontece que eu tenho boa memória política e ainda me lembro de alguns comentários do sr. presidente no ano anterior, sobre as falhas de abastecimento de água e os problemas enfrentados por algumas populações. Na verdade se pensarmos bem no investimento de turismo que se tem feito nesta região, concluímos que não se trata apenas de muita gente a tentar investir hoje para ganhar amanhã (com condições para alojamento e restauração que roçam o terceiro mundo), trata-se de todo o trabalho político municipal feito para os turistas de luxo que procuram alguns espaços algarvios. Quando se falava dos problemas relacionados com o uso de água, ocorreu-me que o Algarve tem tantos campos de golfe como sobreiros (a contar com os que arderam no ano passado). Será que ninguém se lembrou da necessidade absurda de água implícita na manutenção deste tipo de equipamento? Sabem quantas pessoas usam efectivamente os campos de golfe plantados ao sul? Eu também não, mas gostaría de saber se são tantas quantas as que tiveram problemas de abastecimento de água no verão passado. Sabem quantos sobreiros arderam nos incêndios de verão? Eu sei que foram os suficientes para prejudicar o nosso melhor produto de exportação - a cortiça (a melhor do mundo, segundo alguns entendidos). Sabem que tipo de água alimenta os campos de golfe? Eu nem quero saber, mas imagino que pode ser canalizada para combate a incêndios. Portanto acho que no melhor momento de nonsense político com que fomos premiados, este senhor não precisa de explicar ao país porque investe tanto tempo, dinheiro público e água em equipamentos usados por minorias com dinheiro suficiente para praticar golfe num buraco da lua, em vez de se aplicar nos projectos de futuro para o país, porque em boa verdade é mesmo disso que se trata: nonsense...
Enfim, os Monthy Phyton não fariam melhor.
Folgamos em saber destes assuntos!
Forte abraço a todos.

sábado, 29 de abril de 2006

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Problemas com o trânsito...

A verdade é que tenho um problema metafísico com as indicações de trânsito deste país!

Expliquem-me, se souberem, por que razão existe uma passadeira imediatamente a seguir a uma saída de rotunda ou de um cruzamento com pouca visibilidade?
Quem é que propõe esta localização tão descabida? Bom, quando sou peão, nunca atravesso nestes sítios (o objectivo não é fazer o trânsito circular melhor com as rotundas?), porque não me apetece ser atropelada... E quando sou condutora rezo para não haver peões a atravessar no momento em que vou a desfazer a curva da rotunda. A verdade é que os condutores não têm sempre culpa, porque se vão circulando dentro da rotunda, dificilmente conseguem ver as pessoas no passeio antes de estarem em cima delas. A mesma situação acontece com os cruzamentos com pouca visibilidade. Já é difícil para o condutor entrar num destes cruzamentos, porque por vezes não é possível ver os outros carros, quanto mais ver as pessoas.

Aos peões deste país, não levem a mal, mas os condutores ainda não vêm equipados com visão 360º e com night vision, por isso desculpem qualquer coisinha.

Já agora porque é que as obras (de qualquer tamanho) das várias estradas são sinalizadas em cima do local onde estão a decorrer? Meus amigos, numa auto-estrada alemã, em direcção a Munique, em 1998, eu li informações sobre obras na estrada a 70 Kms do local onde estavam a ser realizados os trabalhos. É assim tão caro por os sinais de obras um pouco mais afastados? Também me é difícil entender porque motivo as obras geram sempre informações de trânsito altamente contraditórias, e que não são mais corrigidas.
Eu sei que os políticos após a campanha eleitoral raramente recolhem os cartazes, mas as placas de obras permanecem sistematicamente nos sítios, quando a maioria das vezes já nem nos lembramos que ali aconteceram obras.

Outra dificuldade que eu tenho é a de perceber por que raio de razão as vias de aceleração para entrada numa via rápida ou auto-estrada são as mesmas que as de abrandamento para quem está a sair. Acham de verdade que as pessoas querem sair e voltar a entrar de novo na via, ou é mesmo porque é mais barato fazer apenas uma via. É verdadeiramente kafkiano tentar entrar numa estrada com muito movimento quando temos uma fila de carros que quer sair.

Isto tudo serve apenas para dizer que as campanhas de sensibilização são boas mas não chegam, falta-nos o factor fundamental, na maioria das vezes, que é o planeamento do trânsito com racionalismo!

Pode ser a minha costela alemã a falar, mas custa assim tanto perceber estas as incongruências e evitar com a sua correcção um sem número de acidentes?
Muito Obrigada,
Espero que me compreendam...

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Zorbas o Gato

Zorbas o gato grande preto e gordo, o gato do porto.